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Cocaína põe enguias hiperativas em Londres onde aumentou consumo diário 11 Fevereiro 2019

As enguias que vivem no Rio Tâmisa estão hiperativas por causa do alto nível de cocaína encontrado nas águas do rio que banha Londres, diz um estudo realizado por cientistas do King’s College, divulgado este domingo, 10.

Cocaína põe enguias hiperativas em Londres onde aumentou consumo diário

Ingleses apreciadores de lampreia — a designação gastronómica da enguia — estarão mais que desapontados com a notícia que o Sunday Times traz este domingo e que já tinha tido publicação em círculos mais académicos.

Enguias cocainadas serão um risco para a saúde, sem dúvida. A culpa é de moradores de Londres que usam cocaína, como pão de cada dia durante toda a semana.

Dejetada, parte da substância acaba no sistema de esgoto — que tem o seu terminal no rio Tâmisa. A concentração de cocaína atinge algum aumento durante os fins de semana, segundo o Tech Heading.

E se em outras metrópoles do Reino Unido é nos fins de semana que o consumo aumenta significativamente, "Londres é conhecida agora como uma das cidades que mais consomem cocaína, e isto sugere que o uso é diário", diz o estudo da referida universidade londrina.

A conclusão é que o sistema das ETAR — estações de tratamento de resíduos — está a falhar, ao não conseguir filtrar a droga.

Um recente relatório publicado pela Universidade de Nápoles Federico II, Itália, mostrou que as enguias europeias ficam hiperativas ao serem postas em água com uma pequena dose de cocaína.

Descrição da enguia

Peixe serpentiforme, a enguia é descrita como uma espécie anádroma — isto é, nasce no rio, cresce e desenvolve-se no mar, e regressa mais tarde ao seu local de origem para procriar — que tem uma morfologia sui generis: boca circular e desprovida de mandíbula (vem daí a designação de ciclóstomos), pele sem escamas, lisa e gelatinosa, uma única narina, sete aberturas branquiais laterais.

A morfologia da boca, coberta internamente com pequenos "dentes", funciona como uma ventosa e bomba de sucção, essencial para a alimentação da enguia na sua etapa marítima, em duas fases.

A enguia juvenil alimenta-se à base de algas e pequenos crustáceos, através da filtração. O parasitismo carateriza a fase adulta: a enguia raspa a pele dos hospedeiros, como tubarões, salmões, para que se liberte sangue — o principal alimento da espécie.

Fontes (da informação): Referidas/ Reuters. Fotos: Reuters e Enciclopédia de receitas.

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