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Caso de quatro cadáveres que deram à costa no Tarrafal de Santiago: PJ admite serem pescadores de Senegal que vieram parar a Cabo Verde e aponta fome e desnutrição como causas da morte deles 12 Janeiro 2019

A Polícia Judiciária admite, em comunicado chegado à Redação do Asemanaonline, que os quatro cadáveres, encontrados no dia 8 de janeiro na embarcação “2018/SERIGME FALLOU MBACKE – 37672”, nos arredores do Tarrafal de Santiago, podem, supostamente, fazer parte de um grupo de sete pescadores senegaleses, que teria saído da cidade de San Louis, no norte do Senegal, no passado dia 9 de dezembro de 2018, para pescar na zona da Mauritânia. Por isso, a PJ esclarece «que não se está perante um caso de imigração ilegal, mas sim de uma fatalidade, uma vez que o barco, supostamente, terá perdido o rumo e vindo parar a Cabo Verde».

Caso de quatro cadáveres que deram à costa no Tarrafal de Santiago: PJ  admite serem pescadores de Senegal que vieram parar a Cabo Verde e aponta fome e desnutrição como causas da morte deles

Conforme o documento, a PJ eslcrece que foi informada, na manhã do dia 8 de janeiro, de uma embarcação a deriva, supostamente contendo quatro corpos, nos arredores do Tarrafal de Santiago, lugar de mar revolto, acessível apenas a barcos de médio e grande porte. «A embarcação de nome e matrícula “2018/SERIGME FALLOU MBACKE – 37672”, foi rebocada, no mesmo dia, por um barco de pesca semi-industrial, denominado de “Cidadela” para o caís da Praia, onde foi possível certificar que a mesma trazia no seu interior quatro cadáveres, de indivíduos do sexo masculino».

Segundo a mesma fonte, a embarcação continha depósitos, que se presumem ser de água, mas não tinha vestígios de comidas, nem mecanismo de suporte de remo e nem tão pouco motor, apesar de dispor de suporte para motor. «Os corpos foram removidos para a casa mortuária do Hospital Agostinho Neto (HAN), onde se procederam, no dia seguinte, as autópsias, das quais se concluíram que um dos indivíduos teria morrido no mesmo dia em que a embarcação foi encontrada e que as causas das mortes foram fome e desidratação».

O documento revela que, das diligências desencadeadas junto da Embaixada do Senegal na Praia, a PJ tomou conhecimento de que um grupo de sete pescadores teria saído da cidade de San Louis, no norte do Senegal, no passado dia 9 de dezembro de 2018, para pescar na zona da Mauritânia, sendo a data prevista para o regresso o dia 14 do mesmo mês. «No dia 18 de dezembro, não tendo a embarcação regressada, as autoridades senegalesas deram-na por desaparecida, iniciando, imediatamente, as buscas entre as zonas do Senegal e da Mauritânia. Para facilitar a identificação das vítimas, a Embaixada do Senegal na Praia facultou à PJ as identidades e as fotografias dos sete desaparecidos», acrescenta a fonte referida.

Diante de tudo isto, a Polícia Judiciária esclarece «que não se está perante um caso de imigração ilegal, mas sim de uma fatalidade, uma vez que o barco, supostamente, terá perdido o rumo e vindo parar a Cabo Verde». Ilustração: Foto da peça sobre o caso de cadáveres no Sal e do concelho Tarrafal de Santiago (Arquivo).

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