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Caso de doentes cabo-verdianos revoltados em Portugal: INPS reage que «a notícia não tem fundo da verdade» 06 Agosto 2019

O Conselho da Administração do Instituo Nacional da Previdência Social (INPS) reage à notícia, editada na edição de ontem,05, do Asemanonline, com o título « Portugal: Doentes cabo-verdianos evacuados revoltados com a medida para abandonarem a residência do INPS”, replicando que « não tem qualquer fundo da verdade».

Caso de doentes cabo-verdianos revoltados em Portugal: INPS  reage que «a notícia não tem fundo da verdade»

O documento assinado pelo Gabinete de Comunicação e Imagem tenta esclarecer o caso, mas de forma lacónica. «A notícia publicada não tem qualquer fundo de verdade. Não existe e nunca existiu Despacho da Administração do INPS, exigindo que os evacuados e acompanhantes alojados no CADE abandonassem a residência num prazo de um mês».

Alegando a gravidade da notícia com as críticas referidas de evacuados e internados no Centro de Acolhimento de Portugal, a Administração do INPS faz questão de agora tranquilizar os doentes. «Pela gravidade da notícia, a Administração do INPS tranquiliza todos os beneficiários alojados no CADE e informa que enquanto houver disponibilidade, todos os pedidos serão avaliados e enquadrados conforme o Regulamento existente», diz o comunicado.

O instituto aproveita para informar que número de beneficiários do Sistema Obrigatório de Proteção Social gerido pelo INPS, evacuados em Portugal, é de aproximadamente 500 . «E nos termos da Lei, todos (segurados, pensionistas e respectivos familiares) recebem um Subsídio mensal, que pode variar entre 544 a 1.442 Euros, dependendo, se o doente evacuado tiver acompanhante ou não. Mais se esclarece que os subsídios são sempre pagos até o último dia útil do mês a que diz respeito a prestação».

O documento acrescenta que, além disso e tratando-se de segurados, o INPS assume a responsabilidade do pagamento mensal do Subsídio de Doença, enquanto substitutivo do salário, e a pensão em caso do evacuado ser pensionista.


NR: 1) Mesmo se porventura terá recuado na sua decisão por causa da revolta dos doentes, o CA do INPS pode inquirir junto dos evacuados para saber quem ( do Centro e do Instituto) transmitiu a medida para os internados se abandonarem o Centro de Acolhimento no prazo de um um mês; 2) A fonte do Asemanaonline é idónea – citamos inclusive na peça o caso de uma artista que se encontra internada no mesmo centro e que recebeu a notícia com apreensão. A fonte confirma que que pessoas com mais de um ano internadas receberam o aviso para deixar o referido centro. Mas os doentes – que têm dificuldades e sofrem mais - podem reagir a estes esclarecimentos do INPS. É que a verdade é como azeite na água: vem sempre ao de cima.

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