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Caso da Não Justiça: Presidente Associação dos Magistrados promete patrocinar ações do juiz Manuel Cabral Lopes contra o CSMJ 10 Junho 2018

«Garanto-lhe que aconteça o que acontecer eu (nós) não deixaremos em vão a situação inclusive de patrocinar o caríssimo colega "vitima" do que quer que seja ainda que também junto do Supremo Tribunal da Justiça (STJ) e ou eventualmente junto do TC-Tribunal Constitucional». É deste modo como o presidente da Associação Sindical dos Magistrados de Cabo Verde, Antero Tavares, reagiu, neste Domingo, à carta sobre a Não Justiça em Cabo Verde, que o advogado Amadeu Oliveira lhe remeteu ontem, 09, denunciando o processo que o Conselho Superior de Magistratura Judicial (CSMJ) mandou instaurar contra o juiz Manuel Cabral Lopes,colocado no Tribunal da Comarca de Santa Cruz. Tudo, segundo fundamentou, porque jurou defender a lei, a Justiça e o Estado de Direito Democrático, mormente quando se trata de um caríssimo colega.

Caso da Não Justiça:  Presidente Associação dos Magistrados promete patrocinar ações do juiz Manuel Cabral Lopes contra  o CSMJ

Antero Tavares fez questão de avisar que defende «a justiça sempre, a injustiça por que é sentida nunca». O magistrado destacou o perfil do Oliveira, por este preocupar com a justiça enquanto jurista e cidadão. «Muito me (nos) orgulha ter em Cabo Verde Jurista e cidadão como a V. Ex.ª, pessoa muito preocupado com a Justiça mas aquela que próprio e tão só de um Estado de Direito Democrático. Todavia, note-se, ainda orgulhando-me (nos) das suas qualidades, gostaria que permita-me (nos), fosse o próprio colega Meritíssimo Juiz Dr. Lopes a me (nos) fazer chegar esta preocupação e "injustiça" contra a qual V. Ex.ª (e o Dr. Lopes certamente) grita e percebe-se, para que eu (nos) possa socializar a situação in casu, e reagir (mos) porque na verdade, como afirma e bem um egrégio autor indiano "Amartya Senn" "NADA É MAIS SENTIDA QUE A INJUSTIÇA".

Na sua resposta a que este jornal teve acesso, o presidente da ASMCV prometeu ainda, a partir desta segunda-feira, atuar junto do Conselho Superior da Magistratura Judicial para o alertar que pode estar a perturbar a independência dos juízes. « Como se apercebe, porque a V. Ex.ª tem já conhecimento profundo da situação e creio (Cremos) ter já pedido a autorização ao próprio Dr. Lopes para me (nos) fazer chegar esta preocupação, perguntava-lhe se assim autorizar e assim sendo já na 2.ª feira remeteria a todos os colegas e sem prejuízo de engessarmos uma exposição ao CSMJ, alertando para o facto de se estar a perturbar a independência dos Juízes», lê-se no e-mail do presidente da ASMCV.

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