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Caso Fundo do Ambiente: Antigo ministro Antero Veiga diz que foi com “sensação de tranquilidade” que soube do arquivamento do processo 23 Setembro 2020

O antigo ministro Antero Veiga disse hoje à Inforpress que foi com “sensação de tranquilidade” que recebeu a notícia sobre o arquivamento, pelo Ministério Público, do processo que o envolvia na questão de gestão do Fundo do Ambiente.

Caso Fundo do Ambiente: Antigo ministro Antero Veiga diz que foi com “sensação de tranquilidade” que soube do arquivamento do processo

“Sou uma pessoa de consciência tranquila em todos os meus actos. As pessoas que me conhecem sabem que só procuro fazer o bem, sem olhar a quem e sem pedir nada em troca”, afirmou o ex-governante, que desempenhou as funções de ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, do Governo de José Maria Neves, lembrando que, como havia dito na altura das acusações, nunca se envolve em “questões obscuras”.

O antigo governante fez essas considerações, em declarações à Inforpress, a partir de Timor-Leste, onde, neste momento, se encontra a trabalhar.

Instado se era este o desenlace que esperava do caso Fundo do Ambiente muito mediatizado, o antigo governante assegurou que sim, porque, justificou, sempre teve “a convicção de não ter feito nada de condenável”.

“Sempre me engajei na promoção do bem comum, numa perspectiva de proteção ambiental lato senso”, revelou Antero Veiga, para quem esta decisão judicial “confirma que a justiça funciona”.

“Confio nas instituições judiciais do país, apesar das dificuldades por que passa Cabo Verde, cujo Estado ainda está em construção paulatina”, apontou.

Para o entrevistado da Inforpress, com a decisão da Procuradoria-geral da República saiu reafirmada a sua convição de que foi “oportuna e correcta” a decisão de operacionalizar o Fundo do Ambiente, tomada pelo Governo de então que teve a “honra de integrar e de que os meios de que esse Fundo dispõe serviram e continuam a servir para concretizar inúmeros projectos com impacto ambiental favorável ao bem-estar das populações”.

“Nunca perdi sono por causa desses ruídos. Mas a minha família sofreu muito. Tive que suportar despesas inerentes à minha defesa, mesmo em períodos de apertos financeiros, mas pude sempre contar com o inestimável apoio da minha família, a solidariedade de muitos bons amigos, de ex-colegas no Governo e do meu Partido”, ressaltou, acrescentando que é “muito grato” a todos aqueles que o apoiaram durante os cinco anos que teve de suportar a “tamanha calúnia”.

Perguntado se vai intentar um processo-crime contra aqueles que tentaram enlamear o seu bom nome ou se vai perdoá-los, enquanto homem do bem, respondeu nesses termos:

“Isso vai depender da reação dessas pessoas, que me devem, no mínimo, um pedido de desculpas e publicamente. O ataque foi sobretudo à minha pessoa, à minha honra, integridade e ao meu direito ao bom nome. Vou aguardar durante alguns dias”.

Entretanto, Antero Veiga lamenta o fato de, ainda, não ter ouvido o pronunciamento, por parte do Ministério Público, sobre a participação que fez, dias antes da formalização das denúncias.

A abertura de instrução por indícios de crimes de abuso de poder e corrupção foi feita na sequência de uma denúncia pública proferida pelo presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Manuel de Pina, que considerou ser “gestão danosa, com indícios de corrupção e falta de transparência na administração do Fundo do Ambiente”, conclui a Inforpress.

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