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Carnaval em São Vicente: Som quis atrapalhar mas qualidade não deixou cair o brilho dos desfiles 14 Fevereiro 2018

Três dos quatro grupos que desfilaram hoje no Carnaval do Mindelo enfrentaram problemas com o som, havendo, inclusive, quem chegasse “mudo” à Rua d’Lisboa, mas a qualidade patenteada nos restantes itens não deixou cair o brilho dos desfiles.

Carnaval em São Vicente: Som quis atrapalhar mas qualidade não deixou cair o brilho dos desfiles

Com efeito, após mais de seis horas de desfile, é voz corrente que se assistiu a um “grande Carnaval” e todos fizeram jus às expectativas criadas em redor do desfile da tarde/noite de hoje.

No ano em que se registou um leque diversificado de mudanças, na esteira da constituição, ano passado, da Liga do Carnaval do Mindelo – bancadas e regulamentos actualizados e júri conhecido de todos, entre outras – coube ao grupo de Monte Sossego, vice-campeão em título, abrir o desfile, às 15;30.

Mal chegou perto da tribuna principal, na Rua de Lisboa, o grupo enfrentou problemas com os carros de som, por alguns minutos, mas lá se arranjou uma solução e o desfile prosseguiu, com o Monte Sossego a exibir um enredo sobre as grandes civilizações.

Dezasseis alas, cor, muita cor, foliões de todas as idades e três andores em representação, cada uma, de uma civilização antiga, num desfile de pouco mais de uma hora, na primeira passagem, com a música “Nação Montsú”, de Constantino Cardoso.

Seguiu-se, de acordo com o sorteio, mas sempre com as ruas do Mindelo apinhadas de gente, mesmo as pessoas que alegadamente adquiriram bilhetes para as bancadas e tenham encontrado seu lugar, o grupo Cruzeiros do Norte, o segundo do dia a enfrentar problemas sonoros.

Resolvido o embaraço provocado por um gerador, o grupo deu o seu “best”, apresentando ao mundo, sim ao mundo, devido às transmissões televisivas online internacionais, o seu enredo “Vencer as misérias humanas e sobreviver do ponto de vista do cabo-verdiano”.

À frente, o “casal” mestre-sala e porta-bandeira, vestidos em tons de encarnado e dourado, atrás do carro abre-alas, em jeito da pirâmide social das profissões.

Logo a seguir, várias alas de foliões, que interpretavam o tema “Tud manera é ba devagar”, entre os três carros alegóricos – a “máquina burocrática” , o “passado vergonhoso do homem” e o “impacto na sociedade cabo-verdiana”.

E não é que o terceiro grupo a desfilar, Vindos do Oriente, campeão em título, também começou por ver o som a enguiçar, mas, lá resolveu o enguiço, e seguiu o seu desfile.

Devido à qualidade do conjunto apresentado o grupo já está na “boca do mundo” como um dos favoritos à conquistar o primeiro lugar

Com o enredo “África mãe da humanidade”, três andores – África Tribal, África Mítica e África Lendária – Vindos do Oriente impressionou pela qualidade do acabamento dos andores e trajes, mas também a “vibrante batucada”.

E foi com “brincadeiras de outrora” no enredo que o grupo Flores do Mindelo encerrou os desfiles programados, já a noite tinha substituído a tarde na Rua de Lisboa, também com três carros alegóricos, mas com muito menos foliões no chão, à semelhança dos demais grupos, mas, mesmo assim, muita vibração, batucada pujante e tema sugestivo.

Os dados estão lançados e cabe ao júri dar o veredicto já esta quarta-feira às 15:30.

Contudo, a noite carnavalesca do dia de hoje ainda vai a meio, pois há baile na Rua de Lisboa, a decorrer, abrilhantado pelo brasileiro Almirzinho (ex-Revelação) e banda, e ainda por Constantino Cardoso e Anísio.

Este ano os grupos serão avaliados em itens como bateria, música, harmonia, evolução, enredo, carros alegóricos, fantasias, comissão da frente e mestre-sala e porta-bandeira.

Não entram na classificação dos grupos itens individuais como rei, rainha e rainha de bateria, ou seja, a classificação geral dos grupos não interfere com as classificações dos itens individuais, e vice-versa.

Sendo assim, pontifica a comissão organizadora, um grupo pode conseguir arrecadar todos os prémios individuais sem que isso afecte a sua classificação geral, podendo também ocorrer o contrário.

Ano passado, o grupo carnavalesco Vindos do Oriente classificou-se em primeiro lugar, com o tema “Na rota da seda” e 693 pontos e arrebatou ainda os prémios de 2ª Dama (Maira Brito) e 1ª Dama (Vera Spencer).

Ao grupo Monte Sossego, segundo classificado, 690 pontos, coube ainda os títulos de Melhor Música, “Nôs emigrasson” (Constantino Cardoso), Melhor Carro Alegórico (pesca da baleia), Rainha (Andreia Teixeira) e Rei (Agnelo de Oliveira) do Carnaval 2017.

Na terceira posição, classificou-se o grupo Cruzeiros do Norte, 594 pontos, e levou ainda os prémios de Rainha da Bateria (Edivânia Ramos), Mestre-Sala (João Carlos Silva) e Porta-Bandeira (Cátia Pereira).

No quarto e último lugar posicionou-se o grupo Flores do Mindelo, com um total de 492 pontos. Fonte: Inforpress

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