Cultura

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Cantora Sílvia Medina: A música e arte em geral continuam a ser a minha maior paixão 29 Abril 2021

Poderia ser um dia como outro qualquer, mas o 27 de agosto de 1989 não foi, pois, isso que aconteceu. Nesse dia especial nascia aquela que viria a ser a primeira “estrela ‘pop’ de Cabo Verde”. Sílvia Medina, carinhosamente chamado de “xuxu”, nasceu no hospital Batista de Sousa em São Vicente, mas cresceu na ilha do Sal, onde vive com a família. Confessa que a música e a arte em geral continuam a ser a sua grande paixão. Além de querer lançar vários álbuns no mercado, a jovem cantora sonha um dia viver num mundo mais justo e equilibrado.

Cantora Sílvia Medina: A música e arte em geral continuam a ser a minha maior paixão

"Viver da música foi muito complicado, a pressão familiar é muita, mas foi uma escolha arriscada que deu certo. O importante é sempre tentar seguir os nossos sonhos, mesmo que não sejam aparentemente alcançáveis. O caminho é árduo, mas a recompensa é divina, tendo em conta que estou a fazer o que amo”, expressou Silvia Medina.

Segundo apurou este primeiro diário cabo-verdiano em linha, a mesma chegou pela primeira vez à ilha do Sal em 1997, com apenas 8 anos, onde vive no momento. Apesar de nascer na ilha do Monte Cara, a jovem diz que se sente salense, afinal foi aqui que recebeu as suas primeiras lições de vida. “É natural sentir-me mais salense, afinal foi aqui que vivi a maior parte da minha vida. No entanto, considero-me cabo-verdiana, no sentido único, pois pude conhecer e conviver com pessoas dos diferentes cantos e recantos de Cabo Verde. Amo cada ilha, pois cada um tem o seu encanto”, enfatizou.

A música surgiu na sua vida desde muito cedo. De pais evangélicos, Xuxu cresceu praticamente dentro da igreja, rodeada do espírito musical. “Tive o privilégio de crescer na igreja, rodeada de música em todos os momentos. Mesmo em casa, lembro-me de ouvir a minha mãe cantando mornas e músicas evangélicas”, recordou.

Com apenas 8 anos Sílvia canta pela primeira vez a solo. Entretanto, relembrou que profissionalmente só começou a cantar aos 20 anos, porque antes disso possuía outro sonho que o motivava mais do que cantar. “Antes da música era apaixonada pela dança (continuo a gostar muito). Lembro até que nós tínhamos um grupo de dança na igreja dos Espargos, mas depois a vida levou-me para os braços da música”, avançou.

Enquanto pessoa define-se como sendo, forte, perfecionista, altruísta e simpática.
Destaca-se por ter qualidades tais como: ter um coração grande, dar-se com todo o mundo, e sempre fazer de tudo para ser um excelente profissional, fazendo sempre o que ama.

Em 2012 Sílvia Medina venceu a primeira edição do programa de TV estrela Pop que contribuiu assim para o tal reconhecimento, tanto a nível nacional como internacional. “A minha visão não mudou muito, simplesmente as pessoas das nossas ilhas amadas, passaram a conhecer o meu trabalho como cantora, mas o trabalho apenas havia começado”, argumentou.

Com o prémio, a vencedora teve o direito a gravação de um álbum, a uma digressão nacional e estrangeira, a um telemóvel, entre outros, além do reconhecimento do público enquanto cantora.

Jovem de garra com novos sonhos

Entretanto, além do sonho de possuir vários álbuns no mercado, Sílvia Medina acredita ser possível um dia viver num mundo mais equilibrado e justo. “Tenho a grande missão de levar mensagens e informação musical que ajudará na nossa revolução humana”, disse.

Define a sua carreia como sendo uma benção. “Tive a chance de visitar muitos paises, conhecer artistas de muitas partes do mundo, aprender com eles e assim aprimorar cada vez mais a artista que quero ser”, avançou.

Sílvia Medina, uma jovem cheia de garra, diz ser grata por aqueles que a ajudaram e a incentivaram ao longo da sua carreira, mencionando o amigo e colega Nuno Levy. “É sem dúvida um dos meus melhores amigos”.

Silvia Medina já nasceu rica. Não rica de dinheiro, mas de muito talento, tornou-se ainda mais devido às das experiências adquiridas ao longo da vida. Pelo meio, teve um filho, Arún, que se tornou uma experiência única na sua vida, diz a cantora cabo-verdiana.

LC/ Redação

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