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Cantora Nancy Vieira alista-se na Sociedade Cabo-verdiana de Música 03 Janeiro 2019

A cantora Nancy Vieira, que se afirma na interpretação da música tradicional cabo-verdiana, torna-se numa das mais novas associadas da Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM), numa altura que se congratula com o autenticação do Estado pelos direitos autorais.

Cantora Nancy Vieira alista-se na Sociedade Cabo-verdiana de Música

Recentemente admitida na (SCM) como dos mais novos membros da colectividade, a autora, que se encontra em digressão mundial do seu mais recente trabalho discográfico “Manhã Florida”, disse, segundo a Inforpress, acreditar no trabalho realizado pela direcção da colectividade, visando “o cabal desempenho para o reconhecimento dos direitos autorais”.

Para esta intérprete, que também revela a sua faceta de compositora, pode ser que o reconhecimento pelos direitos autorais “veio tarde, mas ainda está-se a tempo” de o País reconhecer o trabalho dos criadores da música, enquanto “um dos patrimónios raros” do arquipélago.

Alega que “qualquer bem neste mundo tem um proprietário, assim como a propriedade intelectual e criação artística”, sublinhando que os autores merecem esta contrapartida em reconhecimento pelo seu trabalho, de uma “forma digna”.

Neste capítulo, enalteceu o “bom trabalho” concretizado pela SCM, esperançada de que esforços continuem a ser envidados para a realização de um trabalho em prol de autores e intérpretes, com vista ao engrandecimento, “cada vez mais”, da música cabo-verdiana.

Foi uma das vozes femininas que actuou na Noite Branca, na Cidade da Praia, numa homenagem à mulher e à morna, tendo considerado uma honra para a sua carreira ter sido escolhida para integrar o elenco pela primeira vez neste certame musical na zona história do Platô, onde também aproveitou a ocasião para apresentar a sua última criação.

No ano em que a UNESCO vai decidir, em Dezembro, sobre a candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade, Nancy Vieira garante estar expectante, argumentando, entretanto, que pela sua experiência este género musical cabo-verdiano já se afigura como um património mundial.

“Para todo os cabo-verdianos, intérpretes da música cabo-verdiana e músicos, para nós a morna já é um património grande que não precisaria desta proclamação, mas o título da UNESCO vai ser muito bom e determinante para ver se a morna possa vir a ter mais visibilidade que a Cesária Évora deu a conhecer ao mundo”, enfatizou.

Ainda segundo a Inforpress, com cinco álbuns no mercado discográfico, Nancy Vieira não tem dúvidas de que tanto Cabo Verde como os artistas sairão beneficiados com este possível reconhecimento mundial da UNESCO à morna.

A cantora agendou o princípio do ano de 2019 para a apresentação pública em Cabo Verde da sua obra em digressão mundial “Manhã Florida”, refere a mesma fonte.

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