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Cabo Verde subiu 10 posições no grupo de 181 países mais preparados para dar respostas eficazes às mudanças climáticas 30 Outubro 2019

Segundo o Relatório do Índice de Adaptação Global de Notre Dame, “Cabo Verde está a melhorar progressivamente a sua capacidade de resposta às mudanças climáticas. Em 2015, ocupava a posição 79 no grupo de 181 países mais preparados para dar respostas eficazes às mudanças climáticas. Em finais de 2017, melhorou a posição para 69”, conforme Ulisses Correia e Silva, para quem, é resultado de uma agenda e uma estratégia de médio e longo prazo do Governo, para aumentar a resiliência do país e a adaptação face aos choques externos e às mudanças climáticas.

Cabo Verde subiu 10 posições no grupo de 181 países mais preparados para dar respostas eficazes às mudanças climáticas

O chefe do executivo cabo-verdiano apontou as três grandes prioridades da agenda do seu Governo, nomeadamente a Transição Energética para reduzir a dependência do país na importação de combustíveis fósseis e atingir a neutralidade carbónica, a Estratégia da Água e de Resiliência do Setor Agrário para reduzir a dependência do país das chuvas e adaptação dos sistemas produtivos no domínio da agricultura e pecuária às novas condições agro-ecológicas de Cabo Verde, e a Estratégia de Desenvolvimento Rural assente na diversificação da atividade económica nos municípios rurais e na transformação das cidades e localidades rurais em lugares atrativos para viver, visitar e investir.

Cabo Verde pertence ao grupo de países do mundo, profundamente afetados pela escassez hídrica. Pela sua localização geográfica, o país é prolongamento do Sahel no atlântico e é, por isso, fortemente confrontado com a aridez climática. Neste contexto, o Primeiro-ministro garante que a agricultura consome cerca de 70% dos recursos hídricos.

"A agricultura é o setor de maior pressão sobre a demanda de água e, ao mesmo tempo, o mais afetado pela sua escassez e pelas mudanças climáticas. 32% da população cabo-verdiana vive em zonas rurais, sendo a mais atingida no rendimento e no emprego quando se registam períodos de seca severa, como foi o caso dos últimos três anos", mostra, anunciando algumas medidas a serem tomadas pelo Governo, nomeadamente implementação da estratégia de água assente no aumento da produção de água potável dessalinizada do mar, para o consumo humano; dessalinização da água salobra para a agricultura; massificação do uso das energias renováveis na produção de água para a agricultura; afetação da água dos furos, poços e nascentes apenas para a atividade agrícola; aumento significativo da reutilização das águas residuais na agricultura; massificação do uso de rega gota-a-gota; aumento da capacidade de prospeção e perfuração a grandes profundidades e no investimento em autotanques para o transporte de água para o consumo doméstico e animais nas zonas mais distantes das fontes de água.

Ainda conforme o governante, o Governo têm feito investimentos para desenvolver o empreendedorismo no mundo rural, modernizar a produção, criar cadeias de valor de determinados produtos, certificar a qualidade de produtos, ordenar e fazer a manutenção de perímetros florestais, promover e preservar a biodiversidade, aumentar o investimento na investigação agrária.

"Cabo Verde, enquanto pequeno País Insular, está incluído dentro do grupo dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, e à semelhança de outros Pequenos Estados Insulares enfrenta sérios desafios de adaptação, associados à disponibilidade de recursos hídricos, segurança energética e processos de desertificação", ressalta.

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