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Cabo Verde de Luto: Morre escritora e combatente da liberdade Dulce Duarte 21 Agosto 2019

Cabo Verde está de luto, com o falecimento, na Praia, da linguista, escritora e combatente da liberdade da Pátria, Dulce Almada Duarte. O chefe de Estado considerou ter sido «uma grande figura da cultura cabo-verdiana». Já o PAICV entende que Dulce deixou «a todos um legado que, no nosso tempo, temos de saber honrar».

Cabo Verde de Luto: Morre escritora e combatente da liberdade Dulce Duarte

Dulce Almada Duarte, que foi esposa do combatente e antigo presidente da Assembleia Nacional Abílio Duarte, faleceu, esta segunda-feira,19, às vésperas de completar 86 anos de idade.

Numa mensagem de pesar e condolências endereçada aos familiares, o Presidente Jorge Carlos Fonseca considerou ter sido « uma das grandes figuras da cultura cabo-verdiana».

Já o PAICV diz lamentar a morte da combatente da liberdade da Pátria. «Foi com imensa consternação que o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) tomou conhecimento do desaparecimento físico professora e linguista DULCE ALMADA DUARTE, combatente da liberdade da pátria», lê-se no comunicado remetido a este jornal.

Segundo o documento, Dulce Almada Duarte assumiu os desafios do seu tempo, juntando-se ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e deixou a todos um legado que, no nosso tempo, temos de saber honrar.

Percurso e legado

«Formada em filologia em 1958, pela Universidade de Coimbra, foi também pioneira nos estudos da língua cabo-verdiana e umas das primeiras cabo-verdianas a ter formação superior. Depois de um breve período como professora no Liceu Gil Eanes, na ilha de São Vicente, onde conheceu aquele que viria a ser o seu marido, Abílio Duarte, ruma em 1960 para França, a convite da Sorbonne para ser reitora de Português na Faculdade de Letras da Universidade de Caen, na Normandia», destaca o comunicado assinado pelo secretário-geral Julião Varela, endereçando à família sentidas condolências.

É de salientar que Dulce Almada Duarte nasceu em 1933 na ilha de São Nicolau. Mais tarde estudou línguas românicas na Universidade de Coimbra.

Conforme fontes deste jornal, apoiou a ideia de anticolonialismo e participou na luta pela independência em Cabo Verde e Guiné-Bissau. A linguista desempenhou várias tarefas durante a luta pela independência. De entre outras tarefas relevantes que desempenhou, Dulce Almada Duarte co-produziu um programa de rádio em português para desmoralizar as tropas coloniais em apoio aos combatentes da resistência na Guiné, sob comando do PAIGC dirigido por Amílcar Cabral.

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