OPINIÃO

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Cabo Verde: Na encruzilhada 22 Dezembro 2017

A não contenção do aumento do défice, incluindo a contenção dos custos da assistência social pode vir a ser um desastre total para a nossa economia nacional. O governo terá que manter a sua presença cautelar na atividade econômica, com algumas empresas/instituições públicas ativas, como nas áreas dos seguros(INPS)(ver as soluções para os hospitais regionais e locais), atividades bancarias, importações de produtos básicos, diminuição e estabilidade dos preços da água e da eletricidade (dessanilização da água do mar, com base nas energias renováveis) e uma nova fórmula para diminuir os exagerados preços das telecomunicações, além da necessária rede de outros negócios estratégicos para o desenvolvimento do arquipélago.

Por: Carlos Fortes Lopes, M.A

A Voz do Povo Sofredor

Cabo Verde: Na encruzilhada

Usando o arquipélago das Seychelles como um exemplo, concluiremos que Cabo Verde precisa de um novo sistema político multipartidário e presidencial, constituído por um presidente, como chefe de Estado, um vice presidente e um Governo de 12 ministros. Como já escrevemos inúmeras vezes, no Poder Legislativo será aconselhável uma redução do número de Deputados, onde a Assembleia Nacional contará com apenas 32 membros/Deputados. No novo sistema, o presidente continuará sendo escolhido pelo voto popular, e, o máximo de dois mandatos de cinco anos cada, consoante a aceitação no seio do eleitorado. Para o bem da nação e do seu povo, é também aconselhável que Assembleia Nacional passe a ser constituída por apenas 32 membros, dos quais 23 são eleitos diretamente pelo voto popular (6 em Santiago, 4 em São Vicente, 3 em Santo Antão, 2 em São Nicolau, 2 no Fogo, 2 na Boavista, 2 no Sal, 1 no Maio e 1 na Brava), e os nove lugares restantes serão nomeados, um por cada uma das nove ilhas habitadas.

A partir desta nova fórmula uninominal legislativa estaremos a abrir caminho para uma nova organograma Municipal, onde teremos que distribuir territorialmente o número de Câmaras Municipais em apenas 15 distritos distintos (4 em Santiago, 2 no Fogo, 1 na Brava, 2 em Santo Antão, 1 em São Vicente, 2 em São Nicolau, 1 no Sal, 1 na Boavista e 1 no Maio). A ilha de Santa Luzia terá que constar de um futuro projecto, anexado à ilha de São Vicente.

Quanto á economia do arquipélago, Cabo Verde terá que criar condições para o desenvolvimento do turismo rural, de montanha e da gastronomia, e, aumentar o poder de empregabilidade nas zonas rurais do país. Em paralelo, o Governo terá que aumentar o desenvolvimento das actividades alternativas como a agro-pecuária e a pesca, a fim de se diminuir a dependência das ajudas externas e do turismo de mar e sol. Não podemos esquecer que se a procura do nosso país tem vindo a aumentar nos recentes anos, foi, em boa parte, graças ás primaveras árabes que assolaram os países do norte do nosso continente africano.

Os governantes continuam sendo constitucionalmente obrigados a analisar a situação preocupante em que as economias do país se encontram, com seriedade e espírito de Estado. Não podemos continuar a depender das ajudas externas e, o desenvolvimento das indústrias agrícolas (gota a gota/forragem), a das pescas (novos contratos com a UE, Japão e China), são soluções para a nossa economia financeira interna. Como referi à momentos atrás, não podemos e nem devemos ignorar as vulnerabilidades do setor turístico. Temos que manter atentos e ter em consideração a nossa limitada capacidade interna de resposta a ameaças terrorista e de narcotraficantes. Estamos sujeitos a sofrer alguma crise pontual a qualquer momento, caso não prestarmos mais atenção na segurança do nosso território nacional. A concentração na Guarda Costeira e um contingente de Polícia Militar, diminuindo assim os gastos desnecessários com o sector militar, é uma hipótese a ser analisada por todos.

A não contenção do aumento do défice, incluindo a contenção dos custos da assistência social pode vir a ser um desastre total para a nossa economia nacional. O governo terá que manter a sua presença cautelar na atividade econômica, com algumas empresas/instituições públicas ativas, como nas áreas dos seguros(INPS)(ver as soluções para os hospitais regionais e locais), atividades bancarias, importações de produtos básicos, diminuição e estabilidade dos preços da água e da eletricidade (dessanilização da água do mar, com base nas energias renováveis) e uma nova fórmula para diminuir os exagerados preços das telecomunicações, além da necessária rede de outros negócios estratégicos para o desenvolvimento do arquipélago.

A implementação e o aumento do número de voos que sirvam outros países e continentes, através do nosso Hub aéreo é um ponto fulcral para a consolidação financeira da nossa economia. Contudo, não podemos ignorar as dificuldades técnicas dos aeroportos e aeródromos das nossas ilhas(casos da Bruma Seca). Com o handicap nas linhas aéreas e marítimas Interilhas, o crescimento da indústria e do turismo está seriamente ameaçado. A entrada e aumento de recente linhas aéreas a escalarem os nossos aeroportos internacionais, precisam ser reanalisadas e ponderadas técnica e financeiramente, procurando formas de correspondermos com o necessário desenvolvimento das condições dos nossos aeroportos. Só assim teremos e veremos um crescimento continuo da nossa economia nacional.

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