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Bronca no Ministério da Educação: Ministra manda suspender salário a 390 professores 06 Mar�o 2018

Uma nova bronca pode estar a caminho com a ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, a mandar suspender o salário a 390 professores do seu ministério. Tudo com o argumento de que não sabe onde eles estão a trabalhar. Para sindicalistas, bastava a ministra averiguar, como tutela do ME que é, para saber -principalmente junto do Ministério das Finanças que paga os salários- o paradeiro dos docentes em causa antes de serem suspensos sem quaisquer processos.

Bronca no Ministério da Educação: Ministra  manda suspender salário a 390 professores

Esta constatação surge, segundo a RCV, graças a um levantamento de docentes efectuado pelo ministério da educação. Conforme a mesma fonte, a ministra justifica acreditar que, ao mandar suspender os salários dos 390 docentes, vai conseguir localizar os mesmos e racionalizar os recursos postos à disposição do ministério que tutela.

Fontes deste jornal admitem que não era necessária esta medida radical por parte do Governo, já que bastava o ME, enquanto tutela, averiguar, em parceira como os sindicatos representativos dos docentes, sobre o paradeiro dos professores em causa e só depois instruir os respectivos processos de suspensão e cessação de contratos nos termos da lei. Sugerem que o MP pode obter estas informações junto do Ministério das Finanças que transfere os salários aos referidos professores - suspeita-se que alguns possam estar fora do sistema do ME por migração para outros serviços e estrangeiros.

Mesmo assim, os críticos alertam que a medida poderá provocar mais uma bronca no ME, depois da polémica surgida com os erros na edição dos Manuais Escolares e a implementação do acordo com o SINDEP e outros sindicatos relativo aos pendentes da classe docente cabo-verdiana.

Entretanto, Maritza Rosabal anuncia acreditar que até 2019 vários problemas da educação vão ficar resolvidos. A governante assegura que vai apostar na descentralização dos processos dos recursos humanos do ME.

Maritza Rosabal deu esta garantia na Ribeira Grande de Santo Antão, no final de uma visita de uma semana que fez a esta ilha mais a norte de Cabo Verde. Foto: arquivo

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