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Caso de suspeitas de corrupção na Brava: CPR do PAICV acusa o Delegado do MAA local pela prática de actos ilegais 13 Setembro 2018

A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV da ilha Brava reage às várias notícias veiculadas na comunicação social referentes ao grave estado em que se encontra a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, fruto de actos ilegais praticados pelo seu responsável Estêvão Fonseca. Actos estes que, segundo o Deputado Nacional Clóvis Isildo Silva, continuam a ser praticados, sem que as autoridades locais e nacionais tomem as devidas medidas.

Caso de suspeitas de corrupção na Brava: CPR do PAICV acusa o Delegado do MAA local pela prática de actos ilegais

Para o maior partido da oposição, o Delegado do MAA mentiu ao povo da Brava e de Cabo Verde, quanto à resposta enviada à inforpress, em que este tentou passar a ideia de que não explora nenhuma horta em Nova Sintra, alegando que há testemunhas, não só de pessoas que foram conduzidas por aquele chefe de serviço para irem trabalhar na sua horta como de outras que o acompanharam no processo de pesagem, negociação e venda de suas batatas no Minimercado "Poupança", em Nova Sintra.

Perante esta situação, a Comissão Política Regional do PAICV da ilha Brava pede a colaboração dos bravenses, com toda a responsabilidade que caracteriza este partido, com sentido de Estado e respeito pelo povo de Cabo Verde, para que este seja impedido de continuar a ocultar as provas e a limpar da ilha as evidências de seus actos de corrupção, de abuso de poder e de participação em negócios lesivos aos interesses da população da ilha das flores.

"O Delegado do MAA faltou novamente com a verdade, quanto ao Centro de Extensão Rural de Campo Baixo, quando disse ser um espaço de partilha de boas práticas, de demonstração de técnicas inovadoras e mais sustentáveis em produção agro-pecuária, munido de instalações para animais, nomeadamente aves, coelhos, suínos, bovinos e caprinos e que são investimentos do ministério", mostra o o comunicado de imprensa enviada ao ASemanaonline.

Desmentindo tais informações, a Comissão Política Regional do PAICV exige que o Delegado explique por que é que desde a madrugada de quinta-feira da semana passada, esteve acompanhado de pessoas a carregarem os referidos animais.

"Mas mais: exige-se que o Delegado explique por que é que estes animais estão agora na posse do senhor Zeferino, pois se houve furto, por que é que até ainda não apresentou queixa-crime na Procuradoria da Brava por invasão do Ministério do Ambiente e Agricultura, e se foi uma acção legal do Ministério, conduzido à noite, quer-se ter conhecimento dos documentos de compra dos animais e de venda, agora, para o senhor Zeferino.

Bravenses indignados com a posição do Governo

Para a CPR, a Ilha está envergonhada com a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente da Brava e com o comportamento do Ministro de Estado, Fernando Elísio Freire.

"Há uma certa conivência entre o Governo e o Delegado do MAA, pois os bravenses estão perplexos com a atitude deste governante, que esteve todos estes dias na companhia do Delegado do MAA da Brava e nada quis saber sobre estes casos, não auscultou a população, entrou e saiu da Brava somente para não se dizer que o Governo tenha abandonado a ilha à sua sorte", critica, acrescentando que há factos graves que afectam os agricultores e criadores da ilha mais isolada do arquipélago.

"O Ministro de Estado os ignorou ao ponto de dizer na comunicação social que a situação agrícola na Brava é melhor do que tem sido reportado, na sequência de um encontro que manteve com instituições envolvidas na implementação do programa de mitigação do mau ano agrícola. Isto é uma vergonha", remata a mesma fonte.

A CPR do PAICV vai mais longe ao apontar o dedo ao Executivo cabo-verdiano, por considerar que até ainda não toma qualquer medida com esta "grave" situação. "O Governo desrespeitou os bravenses, e ao invés de pôr cobro à condição por que passa a população local, envia um Ministro do Estado para dizer que o balanço sobre os dois anos de mandato é positivo, quando os as populações locais assistem à vergonhosa situação do Ministério do Ambiente e Agricultura, com o delegado a cometer crimes, sem tomar qualquer medida. Como se pode falar em “Positivo” neste sector? Há francos retrocessos e recuos", aponta.

Por tudo isso, o PAICV é da opinião que o Governo de Ulisses Correia e Silva quer encobrir as "falcatruas" do delegado do MAA. POr isso, espera que a Justiça chegue à ilha Brava, exigindo que seja feita uma inspecção "rigorosa" aos demais serviços locais.

Celso Lobo

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