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Brasil: Ministro da Educação brasileiro demite-se antes de tomar posse 01 Julho 2020

Carlos Decotteli é acusado de ter exagerado as suas habilitações académicas.

Brasil: Ministro da Educação brasileiro demite-se antes de tomar posse

Carlos Alberto Decotelli, nomeado ministro de Educação do Brasil há menos de uma semana, apresentou a sua demissão esta terça-feira, dias antes da cerimónia oficial da tomada de posse. Em causa estão várias polémicas com o seu currículo, como suspeitas de falsos títulos académicos e de plágio.

Decotelli confirmou a demissão ao canal televisivo CNN Brasil e ao jornal Folha de S. Paulo. Até ao momento, o executivo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, ainda não anunciou oficialmente a saída do governante, cuja nomeação foi publicada em Diário Oficial da União na semana passada.

O pedido de saída do Governo brasileiro surge após terem vindo a público várias suspeitas em relação à formação académica de Decotelli, nomeado na passada quinta-feira, sucedendo no cargo a Abraham Weintraub.

Ao anunciar a nomeação, Jair Bolsonaro citou na rede social Twitter os principais títulos académicos do governante, incluindo “um mestrado na Fundação Getúlio Vargas, um doutoramento na Universidade de Rosário, da Argentina, e um pós-doutoramento na Universidade de Wuppertal, da Alemanha”.

Contudo, esse currículo foi manchado com alegadas irregularidades: denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), falso título de doutoramento pela universidade argentina e o pós-doutoramento que não foi realizado.

Na sexta-feira, após Decotelli ser nomeado ministro, o reitor da Universidade Nacional de Rosário afirmou que o novo governante brasileiro não obteve o título de doutor naquela instituição, contrariamente ao que constava no seu currículo.

“O senhor Decotelli cursou o doutoramento em Administração da Faculdade de Ciências Económicas e Estatísticas da Universidade Nacional de Rosário, mas não o concluiu. Não completou todos os requisitos que são exigidos pela nossa regulamentação, que exige a aprovação de uma tese final para obter o título de doutor. Portanto, não é doutor pela Universidade Nacional de Rosário”, declarou o reitor Franco Bartolacci à rede Globo.

Posteriormente, surgiu a suspeita de plágio em partes da tese de mestrado entregue por Decotelli à Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, situação que o governante negou, alegando “distracções”.

Em comunicado, a FGV indicou que o orientador da dissertação foi procurado e que, caso seja confirmado um “procedimento inadequado”, serão tomadas medidas administrativas e judiciais contra Carlos Decotelli. Fonte: Lusa

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