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Brasil: Glenn avisa: Vaza Jato ainda está longe de acabar 10 Setembro 2019

"Como eu disse há meses - com base na minha experiência em relatar o arquivo Snowden - algumas das revelações mais importantes com grandes vazamentos ocorrem no quarto, quinto e sexto meses. Tem muitas outras", escreveu o jornalista do Intercept Glenn Greenwald.

Brasil: Glenn avisa: Vaza Jato ainda está longe de acabar

Segundo a TV 247, a revelação de ontem,08, da Vaza Jato, de que Sergio Moro e sua equipe conspiraram para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff, prender o ex-presidente Lula e solapar a democracia brasileira, não significa que a Vaza Jato esteja perto do fim. O recado foi dado pelo próprio Glenn Greenwald.

Para a mesma estação televisiva, é gravíssima a reportagem publicada hoje,09, pela “Folha de S.Paulo” e o “The Intercept Brasil” com o título “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro”.

A reportagem revela que Moro, policiais federais e procuradores da República agiram para interferir no processo político a fim de evitar a nomeação de Lula para a Casa Civil no governo Dilma e contribuíram para radicalizar o ambiente político no país, tramando a queda da então presidente petista do poder.

A TV 247, que cita The Intercept Brasil, revela que Procuradores celebram estratégia política e ilegal. Sem humanidade, chamam Lula de “9”, numa referência pejorativa aos nove dedos do presidente, que perdeu um deles em acidente de trabalho. Deixam claro que seguiram orientações de “Russo”, apelido de Moro, que agiu como acusador e não juiz na Lava Jato. Todos demonstram ter ciência de que praticavam ilegalidades e alguns zombam disso no Telegram. Neste episódio, vazaram o que interessava para manipular a opinião pública, criar mobilizações nas ruas contra o governo e envenenar o debate político.

Conforme a mesma fonte, Moro, agentes da PF e procuradores mantiveram em segredo diálogos de Lula com o então vice-presidente Michel Temer na busca de um entendimento para evitar o impeachment. Esconderam também toda a hesitação do petista em aceitar ser ministro da Casa Civil. Quem acompanhou os bastidores de verdade e tinha informação na época sabe que o motivo principal daquela articulação era tentar salvar o governo, não obter foro privilegiado no STF.

Mas a Lava Jato, ciente disso, manipulou, prossegue a TV 247, a opinião pública e mudou o rumo da história do país para que chegássemos hoje ao governo Bolsonaro. «Até agora, muita gente dizia que a Lava Jato contribuiu para o impeachment. Essa reportagem mostra que a Lava Jato atuou para que Dilma fosse derrubada e jogou ilegalmente para prender Lula. Isso não é papel do sistema judicial. É uma forma de corrupção grave. Autoridades públicas têm compromisso com a lei que os criminosos não possuem», refere o mesmo órgão da imprensa.

Descrédito de Mouro e Justiça

Adverte que, se as ações de Moro, delegados da PF e procuradores da República são um combate legal à corrupção, o país está frito. «Está nas mãos de um estado paralelo que persegue inimigos políticos. Ontem foi Lula. Amanhã serão os críticos desses messiânicos que abusaram do seus poderes».

Por tudo isto, a TV 2247 entende que, se o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República, o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Congresso tinham dúvidas de que precisam tomar providências para investigar e punir crimes e abusos de poder das estrelas da Lava Jato, a reportagem de hoje,08, na Folha de São Paulo, elimina qualquer hesitação ou objeção a uma resposta dura da parte de instituições brasileiras. Vamos esperar pelos próximos episódios - este caso está a aumentar o descrédito no poder judicial do Brasil, estando já mais desgastado o juiz-ministro Sergio Moro do governo de extrema- direita do Jair Bastonário.

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