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Brasil: 2ª volta das Municipais confirma chumbo a Bolsonaro 01 Dezembro 2020

O eleitorado penalizou os candidatos apoiados por Bolsonaro na segunda-volta das eleições municipais de ontem (domingo, 29) que perderam nas maiores cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio. A confirmar a tendência verificada na primeira-volta há duas semanas, o presidente paga a fatura da má gestão da crise pandémica e económica da Covid-19. O centro-direita cresceu e o PT minguou.

Brasil: 2ª volta das Municipais confirma chumbo a Bolsonaro

Um dos principais partidos de direita do país, o DEM(ocratas) de Rodrigo Maia, foi o grande vencedor, com a eleição de Eduardo Paes no Rio de Janeiro, segunda maior cidade do país. A segunda-volta confirma o bom desempenho do DEM há quinze dias, quando o partido venceu em três capitais (Salvador, Curitiba e Florianópolis) e outras 456 prefeituras.

Paes, que já governou o Rio de 2009 a 2017, derrotou o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que Bolsonaro apoiou. Na primeira-volta, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, eleito com 70 mil votos, perdeu cerca de 36 mil votos em quatro anos e o posto de mais votado da cidade, que passou para Tarcísio Motta (PSOL).

Em São Paulo, Bruno Covas apoiado por João Doria foi reeleito prefeito na maior cidade do país. O bolsonarista Celso Russomanno, do Republicanos, ficou em quarto lugar na primeira-volta.

Derrotados em Fortaleza, Belém e Cuiabá, os candidatos com proximidade ideológica a Bolsonaro — Capitão Wagner (Pros) vencido por José Sarto (PDT) na capital cearense, o Delegado Eguchi (Patriota) perdeu para Edmilson Rodrigues (PSOL) na capital do Pará e Emanuel Pinheiro (MDB) conquistou um novo mandato como prefeito de Cuiaba ao derrotar Abílio Júnior (Podemos).

Municipais não determinam presidenciais

Os analistas ouvidos pelos diários de referência advertem no entanto contra as leituras apressadas dos resultados destas eleições.

"Não é o saldo da eleição municipal que vai definir o resultado de 2022. O que define mesmo são as condições da economia, questões relacionadas ao bem estar da população", disse um analista da Fundação Getúlio Vargas à BBC.

"No caso de uma tentativa de reeleição presidencial, o eleitor vota para manter ou tirar o presidente de acordo com o nível de satisfação que possui. O voto vai ser muito mais pragmático em 2022 do que foi em 2018", disse ainda.

Fontes: Gazeta do Povo/Globo/BBC... Foto (AFP): Bolsonaro sem máscara à saída da votação no domingo, 29.

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