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Boris "a nova Thatcher" venceu eleições e Brexit sai de impasse, mas o país começa a perder 14 Dezembro 2019

O resultado das Legislativas do dia 12 garante ao primeiro-ministro os dois-terços dos votos necessários para fazer passar na Câmara dos Comuns a última proposta negociada com Bruxelas. A mesma que foi rejeitada em 20 de outubro e deu ocasião ao "jogo das três cartas".

Boris

Boris "a nova Thatcher" venceu eleições e Brexit sai de impasse, mas o país começa a perder

Sexta-feira ainda madrugada já se sabia da vitória de Boris Johnson nas Legislativas de quinta-feira, 12, só igualadas pelas de Margaret Thatcher há quarenta anosr. O primeiro-ministro brexiteer obteve o resultado de que precisa, ao convencer o eleitorado que votara "sim" há três anos de que ele, e não Corbyn, é o homem certo para obter já — até 31 de janeiro — o divórcio com a União Europeia.

Pelo meio, houve dois tipos de jogadas, protagonizadas pelos adversários Boris e Jeremy Corbyn.

Uma, a jogada do "tory" Boris com as três cartas a Bruxelas, uma sobre a prorrogação do prazo pedida pelo parlamento com que discordava e por isso não assinou, seguida de outras duas em que reforçava a sua decisão de sair o mais depressa, em 31 de outubro, com ou sem acordo.

Outra, a jogada do trabalhista Corbyn que, não obstante as manifestações em Londres que mostravam haver um importante estrato da população que queria mesmo um novo referendo, não quis posicionar-se.

Boris, que mostrou ao eleitorado a sua inequívoca intenção de sair da União Europeia com ou sem acordo, ganha o braço de ferro. E ganha porque o líder trabalhista, tendencialmente favorável ao Brexit não o assumiu. Corbyn arriscou uma jogada política. Pagou por isso, nas urnas.

"Foi uma perda de tempo" e Reino Unido fica a perder:

Esta é a opinião de Jean-Claude Juncker, Presidente/Comissário da União Europeia entre 2009 e 30 de novembro corrente. Na entrevista ao Deutsche Welle desta sexta-feira — na qual fica patente a mágoa pelo Brexit que não conseguiu evitar —, o ex-primeiro-ministro de 1995 a 2013, expressa a certeza de que o Reino Unido fica a perder com a sua saída da União Europeia.

Perdas

A vitória de Nicola Sturgeon a ministra da Escócia nas Legislativas desta quinta-feira, 12, tornou muito provável que a Escócia está desta vez pronta para votar sim à independência. Há cinco anos, o referendo mostrou claro a vontade de se manter no Reino Unido. Agora com o Brexit, os escoceses estão prontos a afirmar a sua vontade de permanecer na União Europeia. Como revelam as sondagens, 60 por cento estão a favor da permanência na UE.

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Fontes: BBC/Le Monde/Euronews. Foto: Boris Johnson na hora do voto levou o cãozinho pela trela — haverá alguma mensagem subliminar?.

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