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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Autárquicas e financiamentos subtis de Câmaras-I 18 Fevereiro 2019

Desconfia-se de quem dá muito. A pensar neste adágio popular, as vozes críticas desconfiam dos financiamentos que o governo vem fazendo às Câmaras Municipais, estando já o país em pré-campanha para as autárquicas de 2020. Com muito dinheiro que vem sendo transferido para as 22 autarquias – sendo 20 das quais do MpD - é caso para dizer que, no final da legislatura, pode vir surgir problemas de gestão de recursos muito mais complicados do que supostamente pode ter acontecido com o Fundo do Ambiente. O Radar só deixa este alerta para os menos atentos!

Autárquicas e financiamentos subtis de Câmaras-I

Autárquicas e financiamentos subtis de Câmaras -II

Um dos financiamentos referidos tem a ver com os 6.000 habitações que, segundo anunciou a ministra Eunice Silva, serão reabilitadas até dezembro de 2020, no âmbito do Eixo-II do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA). Conforme o contrato já assinado, tem como objetivo privilegiar através dos procedimentos de concursos restritos, em parceria com as Câmaras, a adjudicação de obras de construção civil até 9.000 contos a pequenos empreiteiros, cujas empresas estejam domiciliadas nos concelhos onde as obras são realizadas. Os mandadores de boca receiam que se venha privilegiar a classe empresarial próxima do MpD tal como aconteceu na década de 90. Como alerta um mindelense, vamos estar de oi na melón!

Autárquicas e financiamentos subtis de Câmaras –III

Para leitores do Radar, o falso slogan de «juntos somos mais fortes» (Governo e Câmaras do MpD) prossegue com a distribuição de fundos do Turismo e Ambiente às Câmaras- Sal e Boa Vista estão bem financeiramente. Isto sem contar com a isenção do IVA. Tudo neste ano de pré-campanha para as autárquicas de 2020. Nos boka ka sta lá!

Autárquicas e financiamentos subtis de Câmaras –IV

Com tanto dinheiro que o Governo diz estar a distribuir às Câmaras através de fundos e contratos programas, no final da legislatura ninguém sabe distinguir a actividade da Câmara da que é do Governo Central. Ou seja, para os fofoqueiros, os presidentes da Câmara, sobretudo os do MpD que alegadamente são mais bem tratados pelo poder central, estão a transformar-se em Delegado do Governo, pondo em causa a autonomia do Poder Local. Como um badiu soprou em riso para o Radar, isto sta bira presidentes de câmaras preguiçosos!

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