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Após reunião com Missão: LÍDER DO PAIGC PEDE FIRMEZA NA POSIÇÃO DA CEDEAO SOBRE A CRISE GUINEENSE 20 Junho 2019

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, pediu, esta quarta-feira, a firmeza na posição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para encontrar soluções sobre a crise política que assola de novo o país. E acrescentou ainda na sua declaração aos jornalistas, à saída da reunião com a missão, que o encontro com a delegação ministerial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decorreu de “forma tranquila e num ambiente de muita compreensão”.

Após reunião com Missão: LÍDER DO PAIGC PEDE FIRMEZA NA POSIÇÃO DA CEDEAO SOBRE A CRISE GUINEENSE

Segundo o jornal O Democrata, DSP revela que, no concernente aos conteúdos essenciais em voga neste momento no país, a missão da CEDEAO exprimiu “a sua insatisfação” pelo fato de não estar a registar progressos em relação às constatações da última missão.

“Nós partilhamos também com a missão o nosso sentimento de que há entidades que procuram por outras vias conseguir aquilo que o voto popular não lhes deu, nem a Constituição nem as leis em aplicação na República da Guiné-Bissau”, repudiou.

Domingos Simões Pereira espera por isso que as instâncias sub-regionais sejam muito claras e firmes no seu pronunciamento para encontrar soluções à crise, a menos que permitam que seja o Estado da Guiné-Bissau, no uso das suas competências enquanto Estado soberano, possa fazer face aos desafios que o país enfrenta.

Impasse na nomeação do PM e ditadura do JOMAV

Entretanto, convidado a pronunciar-se sobre a rejeição do seu nome pelo Presidente da República José Mário Vaz, que na quarta-feira, 19 de junho, negou o nome indicado pelo PAIGC vencedor das eleições legislativas de março, Domingos Simões Pereira disse ter recebido a notícia com “absoluta serenidade”.

“Nós recebemos isso com absoluta serenidade e estamos convictos que a utilização dos mecanismos democráticos vai permitir ultrapassar essas dificuldades”, afirmou sem mais pormenores o líder do partido mais votado pelo povo que o presidente José Mário Vaz, altamente contestado interna e internacionalmente, não quer nomear.

Para observadores internacionais, este comportamento de JOMAV, por um presidência com punho-de-ferro, é típico de um ditador carrasco - o PR já foi classificado por analistas como o Pôncio Pilatos da Guiné-Bissau - que ou está ao serviço de interesses estranhos ou tem grande problema em conviver num regime democrático. Como circula na Bissau, JOMAV tem medo e não perdoa Domingos Simão Pereira - um dirigente politico jovem, muito capaz do ponto de vista académico e com fortes ligações a ocidente - que o derrotou, juntamente do Braima Camará, quando estes concorreram à liderança do PAIGC no penúltimo congresso. Daí, segundo eles, este «complot» de JOMAV em não deixar DSP governar e tentar nomear um primeiro-ministro da sua iniciativa - ora chamando o grupo de dissidentes (Madem-15), ora o PRS. Como consequência, vem formando governos que o povo não elegeu, desvirtuando assim todo o processo democrático e a Constituição da República - o PR não pode demitir um PM escolhido por vontade popular legitimado nas urnas , que tem um forte apoio parlamentar e sem sofrer qualquer moção de censura na ANP.

Ou seja, conforme alertam os interlocutores referidos, a comunidade internacional - principalmente através da CEDEAO, União Africana e CPLP - tem que pôr o JOMAV e os dirigentes dos partidos da oposição no rigor da lei, aplicando lhes sanções duras, caso continuem a perturbar a paz e a estabilidade política no país, pondo em causa a governabilidade da Guiné-Bissau. Têm que saber perder e respeitar os resultados da votação saídos das urnas.

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