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António Guterres: “Uma imprensa livre é pilar indispensável para uma sociedade democrática 03 Maio 2018

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres afirmou esta quinta-feira 03, que a liberdade de imprensa é um "pilar indispensável" de qualquer sociedade transparente e democrática, defendendo a adopção e o respeito de leis que garantam um jornalismo independente e o direito à informação.

António Guterres: “Uma imprensa livre é pilar indispensável para uma sociedade democrática

"A liberdade de imprensa é uma garantia da paz, da justiça e do respeito dos direitos humanos em todo o mundo. É um pilar indispensável de qualquer sociedade transparente e democrática e coloca as forças no poder diante das suas responsabilidades. É essencial para um desenvolvimento sustentável", afirmou António Guterres, numa mensagem de vídeo divulgada por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, assinalado esta quinta-feira citado pela Agência de Notícias “Lusa”.

Na breve mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas frisou o papel dos jornalistas e de todas as pessoas que trabalham no sector da comunicação social, profissionais que "prestam ao público um serviço inestimável" quando mantêm o mundo informado da actualidade local e mundial. Nesse sentido, Guterres defendeu a importância de leis que protejam uma imprensa livre e os seus profissionais.

"Leis que defendam um jornalismo independente, a liberdade de expressão e o direito à informação devem ser adoptadas, aplicadas e respeitadas", afirmou o ex-primeiro-ministro português, acrescentando que aqueles que atacam os jornalistas "devem ser levados à justiça", cita a mesma fonte.

O dirigente máximo da ONU pediu ainda aos governos internacionais um maior empenho para que a liberdade de imprensa seja respeitada e para que os jornalistas sejam protegidos. "Ao apoiar a liberdade de imprensa, estamos a defender o nosso direito à verdade", concluiu.

Recorde-se que o “Dia internacional da Liberdade de Imprensa” foi declarado pela Assembleia-geral da ONU em 1993, na sequência da Declaração de Windhoek, adoptada num seminário de jornalistas organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na Namíbia, em 1991.

O documento em questão, segundo a “Lusa”, faz um apelo a uma comunicação social livre, independente e pluralista em todo o mundo, caracterizando uma imprensa livre como essencial para a democracia e como um direito humano fundamental.

Refere-se ainda que em finais de Abril, a organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras reforçou os apelos para a nomeação de um representante especial da ONU para os jornalistas, apelo esse que surgiu depois de vários ataques no Afeganistão terem matado várias pessoas, incluindo 10 jornalistas.

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