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António Costa:"Com a mesma determinação com que fechamos" temos "que voltar a ir à rua" 17 Maio 2020

"Não nos temos deixado vencer pelo virus. Agora, não nos podemos também deixar vencer pela cura", apelou António Costa após uma visita às lojas da Baixa de Lisboa.
"Com a mesma determinação com que fechamos" temos "que voltar a ir à rua"

António Costa:

António Costa fez, este sábado de manhã, uma visita às lojas da Baixa de Lisboa e, ao falar aos jornalistas, reiterou que "temos de usar a máscara quando entramos nos locais fechados, temos de desinfetar as nossas mãos, temos de manter o distanciamento físico".

Contudo, agora, é hora de "dar o passo seguinte" e, "com a mesma determinação com que nos fechámos, temos agora também que voltar a ir à rua, voltar a procurar retomar a normalidade da nossa vida, agora de uma nova forma e com as cautelas que não podemos deixar de ter".

O primeiro-ministro garantiu que "os estabelecimentos comerciais estão prontos" para receber os portugueses com segurança. "Todos eles têm dispensador de gel ou líquidos de desinfeção à entrada, todos eles têm os seus profissionais devidamente protegidos com máscaras para evitar a contaminação. Todos têm a lotação fixada para que não haja um excesso de pessoas dentro das lojas".

Por isso, afirmou Costa, "podemos retomar com confiança e em segurança aquilo que deixámos de fazer em meados do mês de março". O primeiro-ministro contou ainda o caso de um senhor que o interpelou, contando que "há 46 anos não vinha à Baixa e voltou a vir".

"É a oportunidade que temos para voltar a sair, o tempo, felizmente, está a ajudar e se mantivermos a distância que devemos ter uns dos outros, se usarmos as máscaras que devemos usar nos locais fechados, se todos tivermos a higiene necessária na limpeza das mãos, na etiqueta respiratória, acho que todos podemos recuperar a liberdade de circular", reiterou.

"Não nos temos deixado vencer pelo virus. Agora, não nos podemos também deixar vencer pela cura e temos de, todos nós, recuperar a nossa liberdade e ajudar todo este comércio a recuperar a sua atividade", disse, acrescentando que "só se eles venderem é que a indústria produz, só se eles venderem é que os empregos são protegidos, só se os empregos forem protegidos é que mantemos o rendimento e a economia trava esta queda".

Assegurando ser "evidente" que "já não estamos na situação de grande crescimento que estávamos em fevereiro passado", temos de, "progressivamente, ir retomando essa trajetória". "Há toda uma vida que tem de ser retomada em segurança, há todo um comércio para apoiar", frisou.

O primeiro-ministro recordou ainda que, na próxima segunda-feira, arranca a segunda fase do desconfinamento no nosso país, em que as lojas até 400m2 e os cafés vão reabrir. "O apelo que eu agora faço, com a mesma convicção com que pedi que ficassem em casa, é o apelo que, com segurança, com cautelas, retomem o processo de regresso à rua, às lojas, aos cafés, à restauração".

Questionado sobre se não estamos a arriscar demasiado, o chefe do Governo replicou que "o civismo dos portugueses tem sido a chave". E vai ser esse civismo "que vai ser a chave de nos irmos libertando em segurança".

Numa palavra dirigida aos comerciantes, António Costa considerou ter sido "muito duro para estas pessoas terem de fechar, de um dia para o outro, as suas atividades. A dificuldade em manter os postos de trabalho e o rendimento dos seus funcionários. E, agora, estão preparados para nos receberem em segurança".

Considerando que em março os portugueses estavam "assustados", o primeiro-ministro disse que "não foi difícil convencer as pessoas de que se tinham de proteger". Agora há "naturalmente" receio: "Sabem que o vírus anda por aí, sabem que não há vacina, sabem que não há cura. Portanto, não podem retomar a vida como a tínhamos" mas sim "com as cautelas devidas".

Já numa questão sobre Centeno e a entrevista de Carlos Costa, publicada este sábado pelo semanário Expresso, António Costa disse ser "um dossier que já está encerrado", escusando-se a tecer mais comentários.

Recorde-se que o atual Governador do Banco de Portugal considerou à publicação que o ministro das Finanças "tem todas as condições" para ocupar a sua posição: "Acho que tem todas as condições para ser um grande governador do Banco de Portugal. E ainda por cima vai receber uma máquina que está rejuvenescida, com muito maiores competências, com uma estruturação muito forte". Fonte: NM; Foto: Reuters

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