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Angola: MPLA admite candidatos independentes às eleições autárquicas 14 Abril 2019

O MPLA vai admitir candidatos independentes às eleições autárquicas, cujo processo de implementação começa no próximo ano, revelou, sexta-feira,12, no Lubango (Huíla), a vice-presidente do partido, Luísa Damião.

Angola: MPLA admite candidatos independentes às eleições autárquicas

Os candidatos independentes, segundo Luísa Damião citada pelo Jornal de Angola, devem ser jovens, com menos de 35 anos e elevada conduta ética e moral, capital político e social notáveis, gozar de prestígio e aceitação no município, ou seja, reunir um conjunto de qualidades e valências que os diferenciem dos demais.

Para Luísa Damião, que falava no acto nacional de abertura do acto político de lançamento do processo das assembleias de balanço e renovação de mandatos, a nível das organizações de base, estes jovens independentes devem representar cerca de 30 por cento do total de candidatos do partido aos órgãos das autarquias locais.
A deputada esclareceu ainda que outra prioridade deve ser dada ao género. As mulheres devem ocupar cerca de 40 por cento dos lugares nas autarquias locais. Neste processo, segundo a também deputada, deve ser dada primazia à heterogeneidade de grupos sociais.

“Isso mostra claramente uma grande inovação e a mudança de paradigmas que até então eram discriminatórias, na medida em que se privilegiava o ‘amiguismo e o compadrio’, em contraposição aos princípios e valores que presidem a marca MPLA desde a sua génese”, disse.

Conforme ainda o JA, Luísa Damião indicou que a direcção do MPLA aprovou recentemente o regulamento para escolha interna dos candidatos aos órgãos autárquicos, que define os princípios e as regras de actuação com base nos seus estatutos e demais regulamentos vigentes.

Os militantes do MPLA devem liderar as acções de combate à corrupção, nepotismo, impunidade e à bajulação no processo de desenvolvimento do país, defendeu a vice-presidente do MPLA.

Luísa Damião disse que um outro desafio prioritário que o MPLA precisa vencer é a luta pela moralização da sociedade.

A responsável anunciou que o MPLA vai realizar uma ampla campanha de moralização da sociedade em todo o país, cujo lançamento oficial acontece no dia 20 do mês em curso, em Luanda. Para o alcance de tal desiderato, garantiu Luísa Damião, esforços estão a ser evidenciados com vista a ultrapassar-se os obstáculos que emperram o crescimento e o desenvolvimento económico do país, contando com o talento de todos, imbuídos de valores patrióticos, éticos, morais e cívicos.

“O MPLA é um partido que aprende rapidamente. Sabe o que deve ser feito e está a fazer com muita responsabilidade para que seja cada vez mais um partido dinâmico, forte e que consiga, como sempre, conquistar o coração dos angolanos de Cabinda ao Cunene”, disse.

O MPLA está, segundo Luísa Damião, cada vez mais aberto à sociedade e a todos os estratos sociais, jovens e adultos sem discriminação de raça, credo religioso e origem. “Realizámos a abertura da campanha, numa das praças eleitorais do MPLA que nos tem habituado a dar 5-0 nos pleitos eleitorais, o que eleva a nossa responsabilidade em manter esta tradição política, enraizada na nossa cultura e dinâmica de trabalho”, salientou.

Segundo a fonte referida, a política lembrou também que o desafio é a participação com êxito nas eleições autárquicas, em 2020, bem como nas eleições gerais, em 2022. Estes desafios, segundo a vice-presidente, obrigam a um apurado raciocínio estratégico, disciplina, rigor, coesão e dinamismo dos quadros.

Garantiu que, para a realização das eleições autárquicas, o partido vem afinando a máquina com muito rigor, fazendo uma interpretação e análise correctas dos cenários em todas as vertentes.

Luísa Damião defendeu o recrutamento de novos militantes, a preparação e orientação das estruturas do partido para o seu envolvimento total face aos desafios relativos às eleições autárquicas e gerais.

A vice-presidente defendeu a ampliação da base militante do partido, a criação de condições para o recrutamento de novos cidadãos para as suas fileiras e que se preste uma atenção particular aos sectores da sociedade menos representados no partido, conclui o Jornal de Angola.

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