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Alemanha: 11 mortos, um ataque ’terrorista’ a 2 bares de ’shisha’, atirador suicida-se após matar a mãe — Merkel faz apelo à paz contra ’veneno’ da xenofobia 21 Fevereiro 2020

A chanceler fustigou o veneno do racismo que causou a perda de vidas, um total de onze pessoas. Vítimas de Tobias R. morreram nove pessoas, além de pelo menos cinco feridos, na sequência de um ataque — que as autoridades suspeitam ser terrorista — a dois bares de shisha/xixa em Hanau, na Alemanha, na noite de quarta-feira, 19. O atirador escapou à polícia e foi encontrado morto em casa, onde também foi encontrado o cadáver da mãe.

Alemanha: 11 mortos, um ataque ’terrorista’ a 2 bares de ’shisha’, atirador suicida-se após matar a mãe — Merkel faz apelo à paz contra ’veneno’ da xenofobia

“Opomo-nos com todas as forças e determinação contra aqueles que tentam dividir a Alemanha. Aqui é o país dos direitos e da dignidade individuais, qualquer que seja a origem ou religião”, disse Angela Merkel.

As forças da ordem alemãs, com base em outros ataques mortais semelhantes, estão a seguir a pista xenófoba na investigação do massacre de ontem. A polícia ao chegar, horas depois, à casa do suspeito, de 43 anos, encontrou-o já morto, por aparente suicídio tendo deixado uma carta e um vídeo. Encontraram também na casa, o cadáver da mãe, de 73 anos.

A xenofobia terá sido, por exemplo, o motivo do homicídio do um Edil social-democrata, em que é suspeito um grupo da extrema-direita alemã. A polícia diz ter desmontado atentados a mesquitas e lugares conotados com a religião e ou cultura muçulmanas. Houve ainda o tiroteio em outubro último, na sinagoga de Halle.

O incidente de ontem à noite já foi confirmado por fontes policiais, segundo o jornal Bild, citado pelo diário Deutsche Welle.

Segundo as fontes, dois bares onde se consome shisha/xixa foram alvo de um ataque que parece ter sido perpetrado pelo mesmo indivíduo.

O primeiro no centro da cidade de 100 mil habitantes, situada a 25 km de Frankfurt, resultou na morte de três pessoas. O segundo em Kesselstadt, bairro da periferia, causou a morte de cinco pessoas.

A nona vítima do tiroteio terá morrido no hospital e não há mais informações sobre a mesma.

Manifesto xenófobo, delirante

A polícia divulgou mais dados sobre o perpetrador do massacre em dois bares xixa na cidade de Hanau. O perfil é dado a partir da análise de vídeos online, que as autoridades desativaram na manhã de quinta-feira.

Nascido na cidade de Hanau, cenário da bárbara chacina, o indivíduo, Tobias R., de 43 anos, apresenta-se como banqueiro, solteiro e a viver com a mãe de 73 anos e afirmava estar desde a infância a ser alvo de espionagem.

O conjunto deduzível é que se tratava de um homem a sofrer de perturbações paranoicas, por exemplo, acreditava que os serviços secretos alemães leem os cérebros. Exprimia, também confusamente, uma ideologia xenófoba – com apelos à "limpeza étnica" para manter a “pureza da raça alemã” e "extermínio dos africanos, asiáticos" — e teorias de conspiração a envolver extraterrestres.

Segundo o Le Monde, um vídeo no You Tube (já desativado) dirigia-se ao povo americano, a quem avisava sobre “sociedades secretas invisíveis, que usam desconhecidos métodos diabólicos de controlo mental”.

Apelava aos americanos para lutarem contra pretensas bases secretas militares subterrâneas que organizam atividades pedófilas. No site em seu nome, retomava o tema sobre "extraterrestres que tinham raptado Travis Walton", que há mais de quarenta anos tem vindo a render livros e filmes, também ao protagonista — um jovem madeireiro americano que desapareceu em 1975, entre os dias 5 e 10 de novembro e ao regressar contou que tinha sido levado por extraterrestres, o que cinco dos seus colegas madeireiros com idades entre 22 e 28 anos confirmaram submetendo-se ao polígrafo "que atestou a veracidade" do depoimento. Um dos jovens recusou o teste.

O "caso insolúvel" de Travis Walton está também envolto entre nuvens de canábis — estupefaciente que seis dos sete madeireiros admitiram ter andado a consumir nesse dia. O sétimo, o que recusou o teste, não tinha aceitado ‘a erva’.

Fontes referidas. Relacionado: Alemanha: 1300 polícias em rusgas a lojas de ’shisha’, 14.jan.019; ’Xixa é normal’, exprimiram jovens ouvidos ... Será?, 28.ago.019.

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