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África, Caraíbas e Pacífico são fator de equilíbrio num mundo adverso – PR angolano 10 Dezembro 2022

Os países da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP) devem ser um “fator de equilíbrio num mundo adverso” e traçar estratégias em conjunto para o seu desenvolvimento, defendeu hoje o Presidente angolano.

África, Caraíbas e Pacífico são fator de equilíbrio num mundo adverso – PR angolano

João Lourenço intervinha no último dia da 10.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP) em que Angola assumiu a liderança da organização da OEACP, substituindo o Quénia.

O Chefe de Estado angolano considerou que esta é uma plataforma político-diplomática essencial para aproximação de povos e culturas e indispensável para a construção de um mundo de paz, representando aproximadamente um terço das nações do planeta e integrando 79 países de três continentes.

João Lourenço apelou aos integrantes da organização para ganharem consciência da sua força e capacidade coletiva “para agir e ser fator de equilíbrio num mundo adverso, no qual os interesse de cada um, por nem sempre terem em conta os interesses dos demais, são suscetíveis de gerar tensões que ameaçam a paz e segurança internacional”, pondo em causa a resolução dos problemas da fome, do combate à pobreza, alterações climáticas e uso dos recursos naturais.

“Devemos ser uma força dialogante e atuante e traçar estratégias em conjunto para impulsionar com progresso e desenvolvimentos dos respetivos países, de forma a corrigir muitas das distorções internas que nos afetam e condicionam a resolução de problemas básicos nos campos da saúde, da educação, da empregabilidade, do ordenamento territorial e noutros”, defendeu.

O governante angolano considerou preocupante o facto de a maior parte dos Estados que compõem a organização, apresentarem indicadores do desenvolvimento quase sempre abaixo dos índices internacionalmente aceitáveis”, exortando a “uma intervenção firme e resoluta para se alterar este quadro preocupante”.

Joao Lourenço assinalou a necessidade “de uma profunda introspeção para percebermos as razões da não implementação das soluções para os referidos problemas”, já identificados e apelou aos responsáveis dos governos para agirem com coesão e buscar apoios junto dos grandes parceiros internacionais para obter recursos financeiros.

Para o triénio em que estará a frente da organização, Angoia elegeu como grandes bandeiras a mitigação dos efeitos das alterações climáticas, a boa governação, a transparência e a valorização da produção interna de cada país, através de ações a serem realizadas em parceria com instituições internacionais.

“Penso que poderemos marchar em direção a um destino comum, dentro de um quadro em que os três continentes e os três oceanos se unam para construir uma OEACP resiliente e sustentável,”, salientou, destacando igualmente a necessidade de uma maior cooperação económica e intensificação do comércio entre os Estados-membros.

Apontou ainda a necessidade de envolver os jovens, “tirando partido do seu entusiasmo e da sua energia” para alcança metas realistas e concretas no domínio da produção agrícola, da produção industrial e no da produção de bens e serviços.

Um esforço que, realçou, será mais conseguido com uma coordenação eficaz e uma coesão forte no seio da OEACP.

“Certamente reforçaria a nossa capacidade de intervenção no plano internacional, com ganhos que resultariam numa maior predisposição para que sejam aceites e mais corretamente entendidas as abordagens que viermos a fazer sobre as nossas preocupações essenciais”, disse o chefe do executivo angolano.

Neste contexto, considerou urgente a mobilização de recursos financeiros, meios técnicos e capacidade científica, para implementar projetos que visam a mitigação das consequências das alterações climáticas, sobretudo nos países insulares.

Abordou por último o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, “uma guerra de proporções preocupantes e sérias consequências no plano material e humano” cujas repercussões afetam todos os países.

“É urgente que, pela via do diálogo, se encontre o caminho que leve ao cessar-fogo imediato e ao fim da guerra e conduza ao restabelecimento da paz duradoura nessa região do nosso planeta”, concluiu, reforçando que “hoje mais do que nunca, o mundo clama por um papel mais eficaz das Nações Unidas.

A Semana com Lusa

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