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Três aviões da CV Airlines retidos na Flórida: Pilotos sem perspetiva de regresso e meios financeiros 02 Julho 2020

Três aviões com o registo da CVA (Cabo Verde Airlines) encontram-se retidos na Florida, após serviços de manutenção, revelou o jornalista Valdir Alves na sua página de facebook.

Três aviões  da CV Airlines retidos na Flórida: Pilotos sem perspetiva de regresso e meios financeiros

Conforme esse profissional da estação emissora Cabo-Video nos EUA, inicialmente esses aviões vieram para a manutenção e quando os pilotos se preparavam para regressar a Cabo Verde com dois dos aviões, foram avisados que os voos foram cancelados, inicialmente com o argumento de uma pequena avaria técnica.

Segundo uma fonte fidedigna citado pelo mesmo jornalista, o cancelamento dos voos partiu da Icelandair companhia detendtora desses aparelhos. «O terceiro avião que se juntou aos outros dois em manutenção na Flórida, trouxe quatro pilotos com a missão de buscar os dois aparelhos e de os levar de volta para Cabo Verde», acrescentou.

Valdir Alves asseverou que uma fonte junto à companhia de bandeira lhe confirmou- de que na base do sucedido está um impasse entre as partes envolvidas no processo negocial da CV Airlines, isto é entre a Loftleidir Icelandic e o governo de Cabo Verde.

Segundo fontes fidedignas citadas por Valdir Alves, os quatro pilotos, hospedados num hotel em Pembroke Pines em Miami Florida, deparam-se com falta de meios para custear a estadia e estão apreensivos quanto ao regresso a Cabo Verde com as fronteiras da União Europeia e Cabo Verde encerradas por causa do coronavirus.

A fazer fé no post do referido jornalista, os pilotos dos aparelhos retidos devem partir, nas próximas horas para Boston, na esperança de apanhar algum voo de repatriamento, mas não têm certeza quando isto poderá acontecer.

OS CONTORNOS DO NEGÓCIO DA CV AIRLINES

O post referido lembra ainda que, em março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

No seu relatório anual, o grupo Icelandair acrescenta que apesar de não apresentar "exposição material relevante" à companhia aérea cabo-verdiana, "desenvolvimentos negativos nas operações do CVA poderão impactar negativamente as operações do Loftleidir Icelandic em 2020".

Refere ainda que o plano da frota do Loftleidir Icelandic pressupõe que quatro a cinco aeronaves serão alugadas à CVA durante 2020.

"Se esses planos mudarem, isso poderá impactar temporariamente a geração de receita do Loftleidir Icelandic, porque levaria algum tempo para colocar as aeronaves com outros operadores e esses esforços poderiam acarretar algum custo", lê-se no documento.

Para o Governo cabo-verdiano citado por Valdir Alves, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

A companhia garante ligações do arquipélago para Dacar, Lisboa, Paris, Milão, Roma, Boston, Washington, Lagos, Fortaleza, Recife, Salvador e Porto Alegre. Vamos esperar pelo pronunciamento dos acionistas da CVI e do governo.

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