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AJOC defende que já é hora de o Governo levar ao parlamento o “dossier” sobre a reforma antecipada dos jornalistas 06 Janeiro 2022

O presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) defendeu esta quinta-feira, 06, na Cidade da Praia, que já é chegada a hora de o Governo levar ao parlamento o dossiê sobre a reforma antecipada dos jornalistas.

AJOC defende que já é hora de o Governo levar ao parlamento o “dossier” sobre a reforma antecipada dos jornalistas

Geremias Furtado fez este posicionamento em declarações à Inforpress no âmbito do Dia Nacional dos Jornalistas, que se assinala hoje, no qual afiançou a necessidade de o Governo reconhecer a importância desta classe, que, segundo o mesmo, passa por garantir “melhores condições” de trabalho aos mesmos.

“Como já tinha dito em comunicações anteriores é preciso uma atenção a questões que possam configurar atos de ataques, não estou a falar de ataques físicos, mas sim das situações que acabam, de certa forma, infligindo, afetando emocionalmente os jornalistas”, frisou o sindicalista.

De entre estas situações, Geremias Furtado apontou o assédio laboral, falta de condições de trabalho nomeadamente nos órgãos privados. Por isso, a mensagem da AJOC vai no sentido de que o Governo e os outros actores “reconheçam o papel importante” que o jornalista tem na sociedade, na própria firmação da democracia cabo-verdiana e liberdade de imprensa.

“Mas acredito que é preciso que os nossos governantes vejam de facto a importância dos jornalistas e acabem também por garantir algumas condições, aqui volto à questão da reforma antecipada que há muito tempo tem sido debatida pelos jornalistas e pessoas da comunicação social. Entendemos que já é hora do Governo assumir este dossiê e levar esta proposta ao parlamento no sentido de haver uma flexibilização para que os jornalistas possam reformar mais cedo”, reforçou Furtado.

Segundo a mesma fonte, tem sido “notório” e é “bem visível” a situação precária por que passam muitos jornalistas que estão a laborar com problemas de saúde, endo especificado que já há uns a andar com auxílio de uma bengala, mas têm de ir trabalhar porque ainda não chegou a idade da reforma.

A AJOC, conforme elucidou, tentou reunir-se com os partidos políticos para ver se estes levavam o dossiê ao parlamento, mas “infelizmente” apenas uma força política aceitou a reunião, daí que, reforçou, cabe agora ao Governo.

O sindicalista lembrou também da polémica à volta do concurso para a escolha da direção de informação da Televisão de Cabo Verde (TCV), que ainda não foi resolvida e que se está a arrastar há “vários meses”, tendo salientado que “a preocupação é que ninguém faz nada sobre esta situação que implica negativamente na produção dos jornalistas.

“Teve um concurso, teve uma equipa pré selecionada ou selecionada, mas no entanto o concurso não avançou e ninguém diz nada, ninguém faz nada e continuamos com uma chefia de informação interina, então é preciso ver isto, é preciso garantir que os jornalistas estão a trabalhar num ambiente saudável, que lhe garanta uma boa produtividade”, observou.

Furtado aproveitou a oportunidade para dizer que a AJOC aguarda, “ansiosamente” a aprovação do PCCS da Agência Cabo-verdiana de Notícias – Inforpress, que, pelas informações que tem, está “num bom caminho”, pelo que agora é esperar que a promessa seja cumprida.

Por isso, a AJOC augura que a gestão da Inforpress e o Governo apressem com a aprovação deste documento que já estava prevista para o final de 2021 e que há muito vem preocupando os jornalistas da agência.

A Semana com Inforpress

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