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Cabo Verde entre as sete maravilhas do Atlântico 12 Agosto 2010

Segundo Katia Delimbeuf, a autora do trabalho que incidiu sobre a escolha das sete maravilhas do Oceano Atlântico, publicado no jornal português Expresso, a desova das tartarugas nas praias das ilhas do Maio, Sal, Boavista e Santiago encontram-se entre os mais fascinantes fenómenos naturais do Atlântico.

Cabo Verde entre as sete maravilhas do Atlântico

Os Açores com o banco D. João de Castro (na verdade um vulcão ainda em actividade sísmica) e o banco Princesa Alice, os fiordes da Noruega, o triângulo das Bermudas, os tubarões brancos de Guadalupe, as ilhas selvagens na Madeira e as grandes profundidades à volta dos Açores juntam-se às tartarugas que demandam Cabo Verde no verão.

Pelas palavras de Katia Delimbeuf “destacar sete locais ou actividades imperdíveis no Atlântico é quase como eleger estrelas preferidas na Via Láctea...” e recomenda que se trata de uma “selecção de algumas maravilhas que não se deve deixar de ver antes de morrer.”

Sobre Cabo Verde diz que o fenómeno da desova das tartarugas existe em vários sítios pelo Atlântico e que as ilhas da Boavista e do Maio são um dos cinco ou seis locais para postura mais importantes do mundo. Refere-se também a Santiago pelo trabalho que vem sendo desenvolvido pela universidade de Algarve com o apadrinhamento do Oceanário de Lisboa.

A desova das tartarugas marinhas em Cabo Verde é motivo de cuidados e protecção na Boavista há mais de uma década pela Universidade das Canárias. Sob a organização de Natura 2000, foram dezenas de milhares destes répteis que se reproduziram com sucesso nas praias dessa ilha e lançaram as bases para um negócio amigo do meio ambiente, o turtle wacth.

Actualmente o movimento da defesa das tartarugas em Cabo Verde é uma realidade que vem se consolidando cada vez mais. Em S.Vicente, Sta Luzia, Fogo e Maio as iniciativas tanto do sector público como do privado vêm dando uma contribuição valiosa na defesa da espécie. A ilha do Sal tem vindo a exercer algumas acções protectoras da tartaruga, tarefa dificultada pela densa ocupação urbanística de zonas de desova e despropositado consumo da carne e ovos desses animais.

Em Santiago a Câmara Municipal do Tarrafal destaca-se na defesa da tartaruga marinha. Há três anos que vem proporcionando desovas seguras nas praias do seu Concelho, tendo um serviço permanente na Ribeira Prata. Desde o ano passado que passou a ser seguro desovar também no Mangui do Monte Negro, Achada Baleia e S. Francisco.

Ainda há muito que trabalhar para que Cabo Verde passe a ser procurado propositadamente pelas tartarugas que vêm aqui desovar. Com um pouco mais de esforço e vontade dos sectores públicos com responsabilidade na matéria, o nosso país terá uma projecção tal que beneficiará consistentemente todos os sectores do turismo e, consequentemente, a economia nacional. Afinal devemos ou não capitalizar as nossas potencialidades. Discursar que temos potencialidades não chega para o efeito.

Emanuel C. D’Oliveira

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