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Espécie marinha rara encontrada no Tarrafal 13 Agosto 2010

Espécies marinhas nunca dantes descritas vêm sendo gradualmente encontradas em Cabo Verde e introduzidas na base de dados reconhecido internacionalmente. Em termos de peixes sabe-se que são 13 as espécies endémicas, sendo natural que surjam outras. Existem igualmente espécies únicas entre as conchas, nudibrânquios e corais.

Espécie marinha rara encontrada no Tarrafal

Foi recentemente fotografado um nudibrânquio totalmente desconhecido na comunidade científica internacional, outro também apanhado nas objectivas de mergulhadores era até então conhecida apenas no outro lado do Atlântico, assim como uma lagosta cavaco anã, todos no Tarrafal. O fundo marinho de Santiago encerra muitas surpresas agradáveis que podem contribuir para o bem-estar material dos cabo-verdianos, resta garantir isso protegendo-o convenientemente, com respeito.

Um caso recente de raridades encontradas em Cabo Verde, deu-se com o Brachysomophis atlanticus (Ba), um peixe com aparência de cobra, parcialmente descrito em 1972 por Blache e Saldanha. Teriam então observado exemplares no Senegal e S. Tomé. Mais tarde outros cientistas analisaram restos do Ba, sendo um decapitado por uma draga a 75 m de profundidade e outro encontrado no estômago de um peixe morto. Portanto é muito pouco conhecido na generalidade e observado escassas vezes nesta faixa da África.

Os exemplares observados e posteriormente a captura de uma única amostra que media 38 cm de comprimento, permitiram a descrição completa do Ba. Mais uma contribuição de Cabo Verde, de Santiago e finalmente de Tarrafal no enriquecimento do conhecimento cientifico. A espécie referida vive enterrada na areia, deixando só a cabeça de fora, o que torna difícil a sua localização. Sai habitualmente à noite, quando procura alimentação. O corpo apresenta uma coloração pálida com anéis acastanhados. A cabeça é pontiaguda, sendo conhecidas duas tonalidades, avermelhada e acastanhada.

Numa das suas várias deslocações a Cabo Verde, mais precisamente à ilha de Santiago, Peter Wirtz, destacado biólogo marinho, professor e investigador, descobriu a existência do Ba na baía do Tarrafal. Além de cientista, o Wirtz é escafandrista, o que lhe permite observar no seu próprio habitat e capturar as espécies que interessam. Foi assim que descobriu vários espécimes, sendo alguns portadores do seu próprio nome como é o caso do Wheelerigobius wirtzi (peixe), Lygdamis wirtzi (verme), Periclimenes wirtzi (camarão), Pseudocoutierea wirtzi (camarão), Tanacetipasthes wirtzi (coral) e possivelmente mais.

No mês de Dezembro do ano passado, Peter Wirtz e John McCosker, ambos biólogos e professores universitários, publicaram na revista científica da Academia das Ciências da Califórnia, um artigo sintetizado sobre o Brachysomophis atlanticus capturado em Cabo Verde.

Emanuel C. D’Oliveira

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