ECONOMIA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Ministro das Finanças: O Estado está na busca de soluções para que o sector privado possa afirmar-se como o motor de crescimento da economia 18 Junho 2017

O ministro das Finanças, Olavo Correia, disse, hoje(17), que o Estado cabo-verdiano está na busca de soluções para que o sector privado possa afirmar como o motor de crescimento da economia do arquipélago.

Ministro das Finanças: O Estado está na busca de soluções para que o sector privado possa afirmar-se como o motor de crescimento da economia

Olavo Correia, que falava na cerimónia de encerramento do Encontro para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), adiantou, no entanto, que isso só será possível aproveitando as oportunidades económicas num espaço mais vasto da economia mundial.

“Somos pequeno e Cabo Verde só existe enquanto país útil no contexto das suas relações com o resto do mundo. Com os países da CPLP e com a China, temos tudo para concretizar o desenvolvimento, pois, temos o mercado, o capital, o “know-how” e a vontade politica”, enfatizou o ministro citado pela Inforpress.

Ainda segundo o governante, para que isso aconteça cabe a cada um fazer o que lhe compete para criar condições para o tão almejado avanço, mas também valorizando a nossa posição geoeconómica e geoestratégia para densificar a relação de direito africano com o resto do mundo.

O avanço, sublinhou o ministro das Finanças, só será possível se o país apostar em duas condições essenciais: confiança e na qualificação do seu capital humano.

“Cabo Verde quer ser um país útil, fonte da paz, mas também de segurança e um aliado credível para todo o mundo em matéria da segurança, tolerância e liberdade. Queremos ser, nesta matéria, um exemplo único”, asseverou, afirmando que, para isso, precisa-se apenas de “atitude e vontade para o fazer”.

Mas mais do que isso, sustentou, Cabo Verde quer confiança na relação com os investidores e parceiros de desenvolvimento, assente no primário da lei, segurança jurídica, montaria, fiscal e orçamental.

Isso porque, explicou, mais do que taxas ou redução fiscais os empresários precisam de estabilidade e previsibilidade.

Facilitara a vida facilitar ao empresário, significa segundo Olavo Correia, ter mais empresas, gerar mais rendimento e mais impostos para se poder investir na saúde e educação, e ter mais emprego para oferecer aos cabo-verdianos. “Cabo Verde quer distinguir-se como um país de riscos baixo no plano económico, político, social e securitário, pois, esta é uma mais valia e um activo imprescindível para a afirmação do país no mundo”, afirmou.

Neste âmbito, sublinhou, existem sectores onde o país pode apresentar vantagens competitivas, nomeadamente, no serviço de produtividade, turismo, economia marítima e energia renováveis, fazendo desses propriadores por excelência da económica cabo-verdiana.

Tudo isso, aclarou, porque é ambição do governo duplicar o rendimento das famílias e melhorar as suas condições de vida. Para isso, frisou que o país deve modificar três condições essenciais: livre circulação de pessoas, de bens e de capitais.

A nível da CPLP, indicou como condições essencial para avançar, a estabilidade estruturante que reforça a confiança nos cidadãos, a livre circulação dos cidadãos, empresários e investidores para que Cabo Verde “erguer um espaço económico importante”.

Terminou o seu discurso afirmando que Cabo Verde quer desenvolver a cooperação com China para poder ter em São Vicente um “hub” na economia marítima, mas olhando sobretudo, para o continente africano, e para o mundo.

O encontro empresarial, que vinha decorrendo na Cidade da Praia desde o dia 16, culminou hoje, estando previsto para domingo vista ao interior de Santiago para as delegações que se fizeram presente no evento. Fonte: Inforpress

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