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Franceses, suíços e alemães entre os que mais procuram a ilha do Fogo como destino turístico 18 Junho 2017

Os franceses, suíços e alemães estão no topo da lista dos turistas que mais preferem a ilha do Fogo, segundo dados comparativos dos inquéritos realizados aos turistas, em Agosto de 2016 e Fevereiro de 2017. O objectivo do inquérito era ver qual a diferença entre os dados e dessa forma ter uma visão mais clara para poder definir a melhor estratégia do ecoturismo a nível regional.

Franceses, suíços e alemães entre os que mais procuram a ilha do Fogo como destino turístico

De acordo com os dados, cerca de três quartos dos turistas que visitam a ilha do São Fogo são provenientes destes três países, com os franceses à cabeça, com 36 por cento (%), seguido de suíços, com 20% e Alemães com 17%, sendo que a maior parte dos visitantes são pessoas na faixa etária entre os 60 a 70 anos (30%), seguido de pessoas com idade entre os 30 a 40 anos (22%) e de menos de 30 anos com 10%.

Conforme informacoes avancadas pela Carla Cossu, da ONG Italiana Cospe, responsável pela implementação do projecto de desenvolvimento do ecoturismo sustentável e solidário e valorização do património cultural/social/ambiental, denominado “Fogo, Água, Terra, Ar” (FATA), financiado pela União Europeia, o resultado foi “muito interessante” com alteração a nível de proveniência.

Os dias de estada na ilha do Fogo diminuíram, em média a permanência é de três dias e meio, mas em contrapartida a ilha recebeu mais turistas, sendo que a maior emoção e motivo da visita é o vulcão, com 53%, seguido das pessoas, com 28%, caminhada (17%) e natureza/paisagem (02%).

Em termos de serviço prestados, nomeadamente guias, escalada vulcão, a nota é positiva na opinião de 68% dos turistas inqueridos, mas 11% atribuíram notas negativas a alguns serviços, como a ausência de actividades recreativas. Os produtos mais apreciados são o vinho do Fogo (37%), café (27%) e queijo (24%).

Na parte das fraquezas destacam-se ainda a falta do posto de informação turística, lixo na rua, actividade na praia, ligação inter-ilhas, painéis sinaléticos e serviços de táxi/autocarro. Dai a necessidade de organizar pequenos eventos, não só para os turistas mas também para as pessoas residentes.

Potencialidades naturais e constrangimentos

A ilha do Fogo é cada vez mais procurada para o turismo rural, graças às suas características naturais que proporcionam actividades de montanha e de campo, envolvendo o vulcão, os vinhos e o café. As festas de romaria e a música tradicional também atraem muitos turistas. No entanto, há ainda muitos obstáculos a vencer, como a escassez de mão-de-obra qualificada e de transporte aéreo.

Mesmo assim, a perspectiva é de que aumentará o número de turistas atraídos pela natureza campestre da ilha. Mais de 90% dos que chegam ao Fogo escolhem visitar as zonas rurais. Chã das Caldeiras e o seu imponente vulcão é um dos destinos preferidos. Mas há outros pontos de interesse turístico.

A cidade de São Filipe, com a sua ainda bem conservada arquitectura colonial e os Mosteiros, Monte Velha, Bordeira do Parque Natural e a estância balnear de Salinas - que atrai muitos amantes de mergulho e de pesca submarina por causa da sua grande piscina natural - são os ex-libris da ilha.

Em Chã das Caldeiras, os moradores investem cada vez mais em espaços destinados aos turistas, propondo-lhes viver o quotidiano local, a cultura e a tradição daquela comunidade.

O crescimento do turismo rural no Fogo poderia ser maior. Potencial turístico, como já se viu, não falta. Mas há carência de infra-estruturas em algumas zonas. Em Chã das Caldeiras, onde estão os espaços turísticos, os constrangimentos são outros: falta luz e água e os caminhos vicinais para subir o vulcão são deficientes.

Os operadores turisticos continuam a defender de que Chã das Caldeiras e toda a ilha do Fogo precisa de inovar e capacitar a sua mão-de-obra para melhor receber os turistas.

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