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Munícipe, munícipe — nem um triângulo para nos avisar disto 16 Maio 2017

A meio da Avenida Amílcar Cabral, um conhecido diz-nos, por entre a sua pressa, que vai por outro caminho porque a saída do Plateau está cortada. Com a pressa, percebeu-se que havia "obras na estrada". Ainda cogitámos: "Mas porque é que não fazem esses trabalhos aos fins de semana?"

Por: Andreia Fortes

Munícipe, munícipe — nem um triângulo para nos avisar disto

Sete da manhã de segunda-feira, reinicia-se a rotina da vida na capital. Plateau, antes de pegar no batente. Crianças que têm de ser deixadas nas escolas. Uma consulta ou outro ato médico no início da manhã no hospital, para um ascendente que tem de ser aí conduzido.

A meio da Avenida Amílcar Cabral, um conhecido diz-nos, por entre a sua pressa, que vai por outro caminho porque a saída do Plateau está cortada. Com a pressa, percebeu-se que havia "obras na estrada". Ainda cogitámos: "Mas porque é que não fazem esses trabalhos aos fins de semana?"

Na rua do almirante que é continuação da "rua de corvo" — em bom português seria "Rua Andrade Corvo" —, passa um autocarro da carreira 10 (Calabaceira-Palmarejo), desviado pois da sua rota.

Às sete e meia, o aviso (sobre o trânsito proibido na rampa para a Rotunda do Cruzeiro) é reforçado pelo jovem habitué, à porta do café onde compro o pão da manhã, o habitual "jovem encostado" (mas quem sou eu para a estas horas da manhã estar a julgar o meu semelhante desventurado decerto, ou talvez não, estarei a ser otária?!).

Só horas depois, já no regresso do trabalho, desta vez de autocarro, bilhete estreado no novo preço, tenho informação completa sobre o que se passou esta manhã. Não, não houve grandes obras na estrada, ou seja na Avenida e rampa contígua. Foi só uma pinturazinha dum retângulo,ou será quadrado, amarelo fluorescente no pavimento frente à Praça.

Comunicação aos caros munícipes? Nem na rádio, nem na rua. Nada, nem um simples aviso. Aliás, um triângulo chegava para nos avisar do quadrado (ou retângulo) que ia ser pintado e que ia demorar — até porque decerto a tinta tinha de ser deixada a secar.

O governo da idade pode pintar o amarelo — Sexa lá saberá o porquê de impor o amarelo como ... Proibição temporária!? Comunicação? Ah, isso é lá para os que vivem no frio. Bah, que isto aqui nos trópicos, alegres porque abominamos o "tristes" que nos quiseram impor, vai tudo de boca a ouvido e se não entendemos, toca a sorrir...amarelo.

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