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ONU prevê corte de $35 bilhões em subsídios de pesca 12 Maio 2017

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) anuncia que prevê um corte de US$35 bilhões em subsídios ao sector da pesca a nível mundial. A medida vai ser tomada na Conferência do Oceano, que está prevista para acontecer entre 2 e 6 de Junho próximo, em Nova York, EUA.

ONU prevê corte de $35 bilhões em subsídios de pesca

Para especializas da área, esta redução de verba para a pescaria mundial terá impacto forte no sector, isto atendendo o peso que o mesmo tem na economia de vários pais, com destaque para a melhoria da deita alimentar das populações. Cabo Verde, que aposta na economia azul, vai sofrer com essa medida.

Segundo especialistas da CNCTAD, estima-se que os subsídios de pesca nocivos que contribuem para a sobrepesca chegam a US $ 35 bilhões. Por isso, avançam que vão ser uma das principais questões serem debatidas na Conferência Oceânica do próximo mês de Junho.

"Se você considerar que a exportação total de peixe e produtos do mar é de US $ 146 bilhões, estamos a falar de que cada US $ 5 em produtos de peixe, US $ 1 é subsidiado", disse David Vivas da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, com sede em Genebra.

"Então não é uma pequena quantia. As pessoas estão pagando muito caro por um peixe. Eles pagam pelo prato e com seus impostos ", continuou o Vivas, que é diretor de Assuntos Jurídicos no Departamento de Comércio, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável da UNCTAD.

A fazer fá na mesma fonte, esta motivação financeira cria "uma corrida de fundo" em que frotas se competem uns contra os outros para colher quantidades crescentes de peixe, numa altura em que o marisco já é um recurso escasso.

Potencialidades e exploração insustentável

Os subsídios para o sector das pescas "criam incentivos para esgotar os recursos marinhos mais rapidamente do que se não houvesse os subsídios", adverte Vivas.

Conforme a mesma instituição especializada da ONU, a comunidade internacional está colhendo peixe em níveis biologicamente insustentáveis. Segundo a UNCTAD, o Mar Mediterrâneo está sendo explorado em cerca de 70 por cento e o Mar Negro em 90 por cento da sua capacidade total.

A ONU revela, por outro lado, que aproximadamente 56 por cento de todos os produtos de peixe vêm da colheita selvagem, com o restante cultivado. "A demanda permanece bastante forte principalmente na região asiática. Por isso, os países não estão indo para a Conferência de Nova Iorque, emitindo um sinal político claro nesse sentido ", disse Lucas Assunção em referência à Conferência sobre o Oceano.

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