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Santo Antão: Operadores turísticos descontentes com atraso na implementação de “Rota das Aldeias Rurais” 07 Maio 2017

Os operadores turísticos seleccionados como beneficiários do programa “Rota das Aldeias Rurais” de Santo Antão estão, segundo a Inforpress, descontentes e impacientes com o atraso na implementação do projecto e consideram que os termos de referência adicionais são “manobras dilatórias”.

Santo Antão: Operadores turísticos descontentes com atraso na implementação de “Rota das Aldeias Rurais”

“Mais do que impaciência é uma grande dor ver Santo Antão a perder as suas oportunidades sem que se faça alguma coisa para as aproveitar”, disse o operador José Manuel Pires Ferreira, explicando que “há dois anos que continuamos neste marasmo, à espera que haja uma decisão superior para desbloquear as verbas da Rota das Aldeias Rurais”.

“Como é que Santo Antão não pode perder população se, sistematicamente, perdemos as oportunidades de desenvolvimento económico e social?”, questiona Pires Ferreira, recomendando que “a nível do Estado haja alguma coisa capaz de alterar este marasmo”.

Pires Ferreira considerou, prossegue a Inforpress, que a introdução de termos de referência adicionais “é uma violência”, tendo em conta que o programa “Rota das Aldeias Rurais” já foi assinado desde o anterior governo, com beneficiários seleccionados mediante termos de referência definidos.

Por isso, Pires Ferreira entende que não faz sentido acrescentar outros termos de referência, nomeadamente projectos de arquitectura e cálculos de estabilidade, sobretudo porque, adianta o operador, “a maior parte dos projectos seleccionados não carecem desse tipo de estudos”.

O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, disse que a AMSA assinou um contrato-programa com o Ministério da Economia com vista ao desbloqueamento das verbas necessárias à implementação do projecto, mas o prazo previsto para a disponibilização das verbas expirou sem que essa transferência fosse feita.

Por isso, Orlando Delgado e os presidentes das Câmaras do Porto Novo e do Paul dizem solidarizar-se com as reivindicações dos beneficiários seleccionados e prometem tentar, numa próxima deslocação à cidade da Praia, um encontro com o ministro da Economia e com o gestor do Fundo do Turismo com vista ao desbloqueio dos valores previstos, tendo em conta que se trata, segundo Orlando Delgado, de “um projecto muito importante para Santo Antão”.

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