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1º de Maio no Fogo: Padre João Augusto Martins preside às cerimónias eucarísticas em honra ao patrono São Filipe 01 Maio 2017

O pároco da recém-criada paróquia de São Paulo Apóstolo, em Palmarejo, na Cidade da Praia, João Augusto Martins, preside esta segunda-feira, 1, à cerimónia eucarística em honra ao patrono, São Filipe, no ano do centenário do desenterro da Bandeira.

1º de Maio no Fogo: Padre João Augusto Martins preside às cerimónias eucarísticas em honra ao patrono São Filipe

Segundo apurou a Inforpress junto da irmã Carla, responsável pela ornamentação e preparação de toda a logística para a tradicional cerimónia eucarística que nesta época realiza-se no átrio da igreja matriz, dada a grande afluência das pessoas, tudo está praticamente concluído para a celebração.

Ainda que a cobertura do átrio já estivesse notória de algum tempo a esta parte, os últimos retoques da ornamentação decorreram durante a noite, numa azáfama de alguns fiéis que dão as suas contribuições para garantir uma recepção a todos quanto são esperados.

Os trabalhos de preparação da procissão e da missa desta noite foram acompanhados da tão esperada luminária no adro da Igreja Matriz, na qual o pároco local, Lourenço Moreira, presidiu à cerimónia da costumada bênção da bandeira de São Filipe.

Com este ritual, fica tudo apostos para a realização das actividades religiosas de 1º de Maio que inicia por volta das 07:00 com o tradicional toque dos tamboreiros e aviso com o repicar de foguetes para a reunião dos cavaleiros.

O rito sucede-se a saída dos cavaleiros com a Bandeira para a “primeira corrida do dia”, pela cidade até à missa eucarística agendada para as 10:30 seguida da procissão por algumas das artérias da zona baixa da cidade, a qual tem como grandes atracções não só a imagem do Patrono, como a cavalhada, os tamboreiros e as coladeras.

Á tarde é reservada a cavalhada e passagem da bandeira em cerimónia que se realiza no alto São Pedro, onde será feita a passagem de testemunho, isto é, a tomada da bandeira pelo novo festeiro, o São Filipe 2018. As actividades deste dia, em que o religioso se confunde com o profano, terminam à noite com o último dia do festival na emblemática Praça do Presídio, onde o agrupamento musical “Bulimundo” tem sobre os ombros a incumbência de encerrar o evento.

A anteceder o “show” deste agrupamento musical, considerado como o grande obreiro e da projecção do funaná orquestrado, sobem ao palco do Presídio interpretes como Éder Monteiro, e agrupamentos como “Lito e Banda”, Santim e Banda e Zé Rui e Banda.

Pode concluir-se que a ilha do Fogo e a cidade de São Filipe regista por estes dias a sua maior movimentação de sempre, dado ao número de festeiros, provenientes de vários cantos da diáspora, com particularidade dos Estados Unidos da América e, também do resto do país, essencialmente da capital. Fonte: Inforpress

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