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Ex-edil Luís Pires: Há sinais preocupantes de retrocesso na dinâmica do desenvolvimento de São Filipe 19 Abril 2017

Luís Pires, líder do Grupo Independente Por Amor Incondicional a São Filipe (GIPAIS), convocou a imprensa, esta terça-feira, para afirmar publicamente de que “há sinais preocupantes de retrocesso na dinâmica do desenvolvimento de São Filipe, apesar de a Câmara ter herdado grandes projectos municipais e privados”. Pires acusa a actual gestão camarária de incompetência e falta de capacidade de diálogo desta nova Câmara.

Ex-edil Luís Pires: Há sinais preocupantes de retrocesso na dinâmica do desenvolvimento de São Filipe

É que, conforme Luís Pires, alguns projectos municipais estruturantes, já financiados, como a requalificação de Salinas, a ligação de água até Campanas de Cima, a reabilitação e construção de escolas e ainda projectos privados como o Aloé Vera Resort e a iluminação do aeroporto que deveriam merecer mais atenção por parte da Câmara, “estão a ser tratados com demasiada lentidão”.

Em relação ao projeto de Salinas, financiado pela União Europeia em cerca de meio milhão de euros, Luís Pires informa que “o dinheiro está disponível, mas desde o primeiro dia do mandato está parado, por falta de capacidade de diálogo desta nova Câmara”.

Para o ex-autarca, a “diversificação da oferta turística no município, empregos directos e indirecto estão comprometidos e o dinheiro corre sérios riscos de voltar para trás”.

Pires lamenta o facto de a ligação de água a 15 localidades da zona norte, desde São Pedro a Campanas de cima, está parada, “sem nenhuma justificação. Todos os materiais hidráulicos estão em São Filipe desde antes das eleições. Tínhamos já construído 7 reservatórios, 4 estações de bombagem”.

Segundo o mesmo, parte dos cerca de 69 kms de tubos estavam já colocados até Lomba e até Aleixo Gomes. “Tudo andava a bom ritmo e tudo está agora parado. Pagamos todos os trabalhos que à data tinham sido feitos e novos trabalhos deveriam dar o seu normal seguimento após as medições da equipa de fiscalização. É um projecto de aproximadamente 157 mil contos que não pode parar, por incompetência desta nova Câmara”.

Outra preocupação é os cerca de 200 mil contos das duas ONGs Luxemburguesas, destinados à educação e que anterior gestão camarária havia anunciado. Luís Pires garante que “começaram a dar entrada na Câmara. São destinados à reabilitação da Escola Grande, das escolas de Patim, Campanas de Baixo, Santa Filomena entre outras e ainda à construção da escola de Jardim Batente”.

Este projecto também está atrasado porque, segundo diz LP, “a nova Câmara já devia ter dado o apoio técnico habitual, à semelhança do que fizemos com o primeiro pacote iniciado em 2013”.

Pires considera que a actual gestão camarária herdou “muito dinheiro para além dos mais do que 80 mil contos já transferidos pelo governo, bem como as receitas normais, mas, ainda assim, não fez nada, nestes sete meses, preferindo falar de pequenas dividas que são compromissos normais de qualquer instituição”.

Proposta da alteração do Plano Diretor Municipal

Em relação aos projetos privados, o líder do GIPAIS, lamenta o facto de só agora a Câmara vai levar para à Assembleia a alteração do Plano Diretor Municipal com a adequação do uso do terreno do Aloé Vera Resort para fins turísticos.

Por isso, aconselha-se a actual gestão camarária liderada por Jorge Nogueira “a tratar com mais atenção e rapidez todos os projectos turísticos que deixamos bem alinhavados e que vão trazer inúmeros turistas e centenas de empregos direitos e indirectos, nos próximo anos. Os Sanfilipenses agora reconhecem a dinâmica sem precedentes que imprimimos, ao processo de desenvolvimento de São Filipe. Nós é que aprovamos o Master Plan do Aloé Vera Resort, os projectos do Bila Resort, do Baragonta, do Salina Fogo Resort e demos início ao diálogo que vai conduzir a iluminação do aeroporto de São Filipe. Aqueles que outrora fizeram chacota e não acreditaram, por exemplo no teleférico, hoje estão na linha da frente a bater palmas”.

Demolição da infra-estrutura turística em Salinas

Para Luís Pires, líder do Grupo Independente Por Amor Incondicional a São Filipe (GIPAIS), “a demolição da infra-estrutura turística em Salinas, numa decisão unilateral, arbitrária e prepotente pode ser uma saída precipitada, com graves consequências para o município”.

Recorde-se que, a Câmara Municipal no Concelho de São Filipe desencadeou, no ultimo sábado ,15, a demolição da infra-estrutura turística, localizada na estância balnear de Salinas. Os sócios manifestam-se contra a decisão e ameaçam recorrer ao Tribunal para repor a legalidade. Para foguenses residentes e nos EUA, este é o primeiro grande acto de prepotência que o actual edil Jorge Nogueira exerceu contra a munícipes locais.

Nicolau Centeio

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