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Polémica no financiamento do Carnaval: Grupos da Praia denunciam ser discriminados pelo Ministério da Cultura 14 Dezembro 2016

Vindos do Mar, Vindos d´África, Estrelas da Marinha e Inter-vila são os grupos carnavalescos, da Cidade da Praia, que convocaram a imprensa esta terça-feira, 13, para manifestar o seu descontentamento e denunciar a forma como o Ministério da Cultura e Indústrias Criativas procedeu ao financiamento do Carnaval 2017. É que, segundo contestam, o Governo lançou o financiamento exclusivamente à volta do Carnaval nas ilhas de São Vicente e São Nicolau, pelo que consideram ser vitima de uma clara discriminação em relação aos grupos de outras regiões do país.

Polémica no financiamento do  Carnaval: Grupos da Praia  denunciam ser  discriminados pelo Ministério da Cultura

Para o responsável do Grupo “Vindos do Mar”, Vladimir Ferreira, o Ministério da Cultura discriminou os mais de 50 grupos carnavalescos existentes em várias regiões do arquipélago, pela da forma como atribuiu o financiamento do Carnaval 2017.

“Nestes últimos dez anos a Capital de Cabo Verde tem tido um percurso, ao nível do carnaval bastante notável e todos os grupos têm demonstrado acções de qualidade que dignificam a cultura do país. Todos os anos a Avenida Cidade de Lisboa acolhe mais de 50 mil pessoas por causa da dimensão que o nosso Carnaval está tendo e esta manifestação cultural deverá ser respeitado”, adverte.

Porém, este activista político e cultural diz não compreender quais os critérios que o MCIC utilizou para atribuir um subsídio especial “tão-somente aos grupos carnavalescos de São Nicolau e de São Vicente, excluindo as outras regiões do país”.

Ferreira defende seria mais justo lançar um curso público, para que todos os grupos apresentassem o seu projecto, respeitando os critérios previamente estabelecidos. “Infelizmente isso não aconteceu e exigimos que o Governo corrija esta decisão e que reponha a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos do país. Caso o MC não reconheça o seu erro e não dialogue connosco, Cidade da Praia não terá Carnaval que se queira. Aliás, vamos solicitar ao Presidente da República que intervenha neste assunto para a resolução deste problema. Desde logo, achamos que o Governo deva ser um parceiro e não um criador de elites do Carnaval de primeira e de segunda”, contesta.

Recorde-se que, de acordo com o edital e a disponibilidade financeira afixada pelo MCIC, foram contemplados oito grupos, sendo três de São Nicolau (Associação Copa Cabana, Associação Estrela Azul e o Brilho de Zona) e cinco de São Vicente (Monte Sossego, Samba Tropical, Cruzeiros do Norte, Flores do Mindelo e Vindos do Oriente=. Todos serão contemplados com 800 contos cada, excepto os quatro últimos, que receberão 1000 contos cada, segundo o documento divulgado.

Conforme o director nacional das Artes e Indústrias Criativas, Ivan Santos, de entre os critérios estabelecidos para o financiamento, constavam a entrega das candidaturas no prazo limite, documentos de constituição dos grupos, conta bancária, prestação de contas, pagamento das suas quotas, sinopse do desfile e histórico dos três últimos desfiles realizados.

Nesta linha de conta, Vladimir afirma que o MCIC não tornou público o concurso para o financiamento dos projectos do carnaval 2017 nem “tampouco” divulgou algum documento oficial neste sentido.

Celso Lobo

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