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Fogo e Chã das Caldeiras choram a morte de Djonzinho de Dina 22 Outubro 2016

O compositor e violinista João Montrond, mais conhecido por «Djonzinho de Dina», de Chã das Caldeiras, morreu este sábado,22, aos 83 anos, vítima de doença prolongada.

 Fogo e Chã das Caldeiras choram a morte de Djonzinho de Dina

Djonzinho, como era popularmente chamado, executava com mestria o seu violino, animando sobretudo os turistas e as pessoas que visitam Chã das Caldeiras. Além de ter sido um homem educado, humilde e de muito humor, despertava nos seus admiradores respeito e consideração. Amigo dos seus amigos, na sua juventude já era um exímio tocador de quase todos os instrumentos de corda. Mas foi como intérprete de violino que se destacou, cantando e tocando em simultâneo sobretudo aquilo que é considerado o hino dos foguenses, ou seja, o mexido ritmo de Talaia Baxu. Djonzinho e sua banda, constituída pelo seus filhos, com destaque para o Ramiro, foram um dos participantes especiais ao Primeiro Festival de Musica que o Jornal A Semana realizou, anos atrás, ao pé do Vulcão activo do Fogo.

Para além de músico, Djonzinho era compositor e maestro. Com ele dezenas de pessoas aprenderam a tocar, inclusive os filhos e netos. Por isso, decidiram criar um grupo musical “Pais e Fidjus de Montrond”.

Em Novembro de 2011, o grupo colocou no mercado o primeiro CD, intitulado “Ratoeiro”, com música original de Chã das Caldeiras. No ano seguinte, participaram num festival em França, a convite do Ministério da Cultura daquele país. Pela pessoa que foi e pela obra musical que deixou, Djonzinho é um homem para se recordar para sempre e o seu legado merece ser preservado por quem de direito - para que as gerações vindouras saibam honrá-lo.

A morte deste grande artista apanhou de surpresa toda a Ilha e a comunidade foguense na Diáspora. Certamente a Ilha do Fogo e, em particular, Chã das Caldeiras, jamais esquecerão do Djonzinho, o seu grande artista.

Nesta hora de dor, o colectivo do A Semana apresenta as suas sentidas condolências à família enlutada, especialmente o seu filho Ramiro, que tem sido sido um grande amigo e admirador deste Jornal.

Texto: Nicolau Centeio e Foto: Guenny Pires

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