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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

“Somos Cabo Verde - Os Melhores do Ano”: Jornalista Alírio Dias de Pina vence categoria Imprensa Escrita 02 Julho 2016

O jornalista e actual director do jornal A Semana, Alírio Dias de Pina, foi o vencedor na categoria "Imprensa Escrita" da Gala “Somos Cabo Verde - Os Melhores do Ano 2016”, que aconteceu esta sexta-feira, na Praia. Um evento que este ano arrancou aplausos ao "caprichar" na organização, "nem pa bota defeito". Cimentou a sua raiz, apostando na prata da casa: a música com artistas nacionais a darem um “show” à altura do evento. Como bem disse o homem que levou o prémio de Mérito e Excelência, o artista Jorge Neto, Uáu! “Kel ki Deus dá nem xuxo ka ta tra!”.

 “Somos Cabo Verde  - Os Melhores do Ano”: Jornalista Alírio Dias de Pina vence categoria Imprensa Escrita

A dança, com os Mandingas, abriu o espectáculo, que fez ecoar palmas, antes que o anfitrião, DJ Bife, anunciasse o primeiro prémio da noite: "Solidariedade", atribuído ao grupo “Mon na Roda”. Seguiu-se a categoria "Voluntariado" com o “Espaço Aberto Safende” a levar o melhor, pelo seu trabalho em prol dessa comunidade. As palmas pararam por uns minutos e deram lugar às gargalhadas quando um vídeo invadiu a tela. Eram crianças que, num jeito bem descontraído, disseram sem papas na língua o que Cabo Verde sonha ser: um país com gente mais solidária, mais democrático... enfim “sem djobi pa lado”.

O duo sensação do Pop crioulo “Devil and Angel” – nome artístico das são-vicentinas Elly e Djarilene Paris - e o artista Éder Xavier subiram ao palco para juntos cantarem “Tunuca”. Um espectáculo à parte em que renderam homenagem ao lendário Orlando Pantera. Seguiu-se a entrega do “Prémio Diáspora”, atribuído a Edy Tavares, o basquetebolista de Djarmai. O tio do vencedor, Fernando Frederico, ao receber o galardão em nome do atleta, disse esperar que venham mais prémios para este Campeão que está a expandir além-fronteiras o nome da ilha e de Cabo Verde.

Depois da atribuição dos prémios "Inovação e Empreendedorismo", anunciou-se mais um dueto, desta vez com o grupo Tradison di Terra e o rapper Batchart. A mistura de batuque e rap, ingredientes de “Valor d’ un lágrima", o mais recente álbum do rapper, levou o público a aplaudir de pé.

O humor inesperado irrompeu de entre a plateia, com o produtor musical Manuel António e o grupo CVNónia no seu inconfundível sotaque de Djarfogo a arrancarem gargalhadas dum público receptivo. E quase à meia-noite, surgiu a hora da Moda: às 23h44, o glamour da modelo Alécia Morais arrebatou o prémio da categoria. Foi por vídeo-mensagem que a premiada fez o agradecimento da praxe. Patone Lobo venceu na categoria Empresarial. Mário Fernandes obteve o prémio Desporto.

O terceiro dueto improvável em palco foi protagonizado por Assol Garcia e Loony Johnson. À meia-noite, encerrou-se a votação do público, para as diversas categorias “Melhor do Ano”. Arménio Vieira ganhou na categoria Cultura, mas não indicou ninguém para receber o prémio. A artista de “N ta consigui”, Élida Almeida, ao aceitar o prémio na categoria Música agradeceu com um sonoro “uáu!”.

Antes do segundo intervalo, o dueto do rapper Jay e o artista surpresa - Sakis de Praia levaram a plateia a pôr-se de pé para os aplausos. Na terceira parte, Ivan Medina e a sua guitarra acompanharam a exibição de “Saudade!”, um vídeo em homenagem às vítimas do Massacre de Monte Txota.

Na Categoria "Comunicação Social", o jornalista Alírio Dias de Pina levou o prémio Imprensa Escrita, Jaime Rodrigues (Inforpress) venceu na categoria Online, Carlos Santos, na Rádio, e Marco Rocha na Televisão. Após a actuação de Lura e Tó Semedo, dueto que fez ecoar os gritos da plateia, anunciou-se o fotógrafo José Pereira como Homem do Ano. A Mulher do Ano é Miriam Medina, do grupo “Mon na Roda”, que não escondeu a emoção ao receber este prémio em prol da solidariedade.

O Mérito e Excelência foi para um artista que dispensa apresentação no palco: Jorge Neto. O público aplaudiu de pé o “Show Man” que, num dueto com Mayra Andrade, fechou o evento. Passava da 1h30 da madrugada quando por entre palmas e mais palmas do público se anunciou o encerramento da noite de gala. O público presente elogiava o espectáculo e deram os parabéns à organização do espectáculo, que levou gente bonita à Praia-Mar, num momento em que também não faltaram "selfies" no tapete vermelho e à volta da piscina.

A directora-geral da Artemédia Zwela fez um balanço positivo do evento. O mesmo aconteceu com a promotora do evento, Margarida Conde, que era uma mulher feliz. “Espectáculo!”, expressava assim esta portuguesa-caboverdiana, apreciando uma plateia animada que bateu palmas do princípio ao fim. Conde retribuiu com um sorriso estampado no rosto e, emocionada, "rachou" o bom crioulo numa mistura com pitadas de português.

O ministro da Cultura não poupou elogios à organização do evento. Defendeu que a parceria é para continuar e garantiu que o seu Ministério fez bem em patrocinar “uma ideia” que destaca os artistas cabo-verdianos e incute na sociedade os valores do mérito e excelência. “Foi uma noite coroada de sucesso”, sublinhou.

Em comparação com a gala anterior, a que disse ter assistido via televisão, Abraão Vicente disse que este ano assistiu a algo "muito melhor”. "Sem interrupções e bem organizada", não só em termos gráficos como também no que diz respeito aos apresentadores. “Não houve muita conversa fiada, que cansa os telespectadores”, reforçou o governante, que rematou dizendo que a gala "produziu excelente conteúdo para a televisão, as ilhas e para a Diáspora".

Como disse o artista da noite, Jorge Neto “Uáu! Kel ki Deus dá nem xuxo ka ta tra”.

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