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Santiago: CEI acolheu mais de 500 crianças e adolescentes em situação de risco em 2015 02 Janeiro 2016

Durante o ano de 2015 os seis Centros de Emergência Infantil do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), na ilha de Santiago, acolheram mais de meio milhar de crianças e adolescentes em situação de risco. A maior parte dos menores são vítimas de abandono, negligências, maus tratos, agressões e violações sexuais, no seio das famílias, segundo a coordenadora do Programa de Emergência Infantil na Praia, Sandra Pires.

Santiago: CEI acolheu mais de 500 crianças e adolescentes em situação de risco em 2015

Esta técnica social garante que a maior parte das crianças atendidas nos CEI são vítimas de abandono e maus tratos e” por isso têm desenvolvido várias acções de sensibilização e de protecção das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade psicossocial, nomeadamente palestras e debates sobre o papel da família na educação dos filhos, exibição de vídeos, envolvendo os pais e familiares próximos”.

“Estes centros são projectos desenvolvidos pelo ICCA com o propósito de promover a reintegração dessas crianças no seio da família e diminuir o número daquelas que se encontram em situação de risco por todo o arquipélago”, frisa.

Questionado sobre o impacto das acções realizadas pelos Centros de Emergência Infantil, Sandra Pires faz um balanço positivo dos programas desenvolvidos a favor das crianças em situação de risco. Contudo, não deixa de apelar às autoridades cabo-verdianas, no sentido de intensificarem medidas e políticas a favor de todas as crianças e adolescentes vulneráveis.

“Normalmente, nos CEI as crianças desenvolvem actividades culturais e recreativas, recebem acompanhamento psicológico, assistência médica e medicamentosa e são integrados nos vários níveis de ensino para a continuação dos seus estudos. Mais: Já tivemos casos de sucessos, ou seja, muitas concluíram a sua formação profissional e superior, graças ao ICCA e hoje encontram-se a trabalhar para sustentar a sua família de origem”, aponta.

Recorde-se que o ICCA tem aberta uma linha telefónica gratuita que facilita qualquer pessoa denunciar os casos que colocam em risco a integridade física e emocional das crianças.

Celso Lobo

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