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Venezuela: Presidente urge cimeira americana para travar repúdio internacional 11 Agosto 2017

Nicolás Maduro pediu, esta quinta-feira, que se convoque uma cimeira da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), a fim de “retomar o diálogo” na atual crise, devido à ’Constituinte’, que isolou o país.

Venezuela: Presidente urge cimeira americana para travar repúdio internacional

O encontro “de frente” e com caráter urgente, para os chefes de Estado "travarem" as supostas ameaças de "bloqueio militar, comercial e financeiro", foi reclamado pelo presidente Nicolás Maduro na sua primeira intervenção no Palácio Legislativo Federal esta quinta-feira. Entretanto, decorria em Lima, Peru, mais um encontro para sancionar o "regime do herdeiro de Chávez".

Nicolás Maduro dá assim o primeiro passo para combater o isolamento em que a Venezuela foi colocada devido à instalação da Assembleia Constituinte. A grave crise que atinge o país intensificou-se com o bloqueio internacional, designadamente o repúdio a que a Venezuela foi votada pelos países vizinhos e as organizações regionais da América Latina e Caribe.

OEA de fora

Maduro pediu a convocação da CELAC – onde conta com o apoio de Cuba e das ilhas do Caribe — mas não da UNASUR nem da OEA. Evita assim os opositores que tacharam a recente eleição para a Assembleia Constituinte da Venezuela como a "maior fraude eleitoral da História da América Latina", na expressão da Secretária-Geral da Organização dos Estados Latino-americanos e Caribenhos .

"Acredito no diálogo, sempre", disse Maduro procurando dirigir-se aos 33 países-membros da CELAC, na alocução desta quinta-feira. Essa reunião de diplomacia internacional será realizada de portas fechadas e pelo tempo necessário: "Não vejo motivos para que alguém se recuse a um encontro de portas fechadas. Se temos que ficar dias e dias fechados a falar cara a cara, façamo-lo para tentar recompor as relações da América Latina e Caribe, numa agenda comum, com os temas que unem a nossa região", disse numa emissão transmitida pela rádio e televisão.

"Não vejo porque é que um presidente ou primeiro-ministro vai recusar. Afinal eles passam o tempo a falar da Venezuela! Querem falar da Venezuela? Venham falar comigo, então! Querem ter respostas sobre a situação na Venezuela? Estou às vossas ordens enquanto Chefe de Estado e de Governo", expressou.

"Subordino-me aos poderes da Assembleia Constituinte", diz Maduro no 1º discurso

“Como chefe de Estado subordino-me aos poderes da Assembleia Constituinte. Reconheço os seus poderes e soberania”, disse Maduro, esta quinta-feira 10, na sua primeira comunicação ao país depois do acto eleitoral.

Segundo Maduro, a Assembleia Constituinte é “a única forma de garantir a segurança, a paz e a prosperidade do país”.

A comunidade internacional tem criticado esta nova Assembleia Constituinte que se sobrepõe ao Parlamento, onde a oposição tinha a maioria dos deputados.

A Venezuela tem estado mergulhada em grande instabilidade nos últimos meses. Desde que em abril Maduro propôs as mudanças constitucionais — votadas em 30/7 e boicotadas pelos oponentes — que o país, em clima de guerrilha, regista mais de 120 pessoas que morreram nos confrontos entre governo e oposição.

Fontes: EL País, El Mundo. Na foto: Os 33 países da CELAC: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Domínica, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Perú, Santa Lúcia, S. Cristóvão e Neves, San Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai, Venezuela.

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