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Uso excessivo das redes sociais pode ser um perigo para a democracia 24 Janeiro 2018

A Facebook reconheceu esta segunda-feira, 22, que o uso excessivo das redes sociais pode representar um perigo para a democracia, ao mesmo tempo que garantia que estava a fazer tudo para reduzir estes riscos.

Uso excessivo das redes sociais pode ser um perigo para a democracia

"Apesar de ser um optimista, não ignoro os perigos que a Internet pode provocar, mesmo no seio de um democracia que funciona bem", disse Samidh Chakrabarti, responsável pelo envolvimento cívico no Facebook, em texto divulgado esta segunda-feira citado pelo NM.

Mais uma vez, como já o tinha feito em Janeiro o chefe do grupo, Mark Zuckerberg, a Facebook reconheceu ter subestimado em 2016 o seu papel na propagação de "informações falsas" e, de forma mais geral, não ter lutado de forma eficaz contra os conteúdos problemáticos que pululam nesta rede social.

A Facebook, sobre a qual chovem críticas desde há vários meses, não acaba de fazer o seu “mea culpa” e prometer que vai fazer melhor. Em particular, esta empresa é acusada no contexto de inquéritos realizados nos Estados Unidos da América (EUA) sobre uma possível ingerência da Federação Russa na campanha presidencial de 2016, com Moscovo a ser objecto de suspeitas de ter utilizado as redes sociais para influenciar os eleitores. Acusações estas, negadas pelo Kremlin.

A rede social, que tem dois mil milhões de utilizadores, "levou muito tempo a compreender que pessoas mal-intencionadas estavam a utilizar a plataforma de maneira abusiva", insistiu hoje Chakrabarti, assegurando que a empresa "está a trabalhar ardentemente na neutralização destes riscos".

Em comunicado distinto, a encarregada das questões ligadas à política no seio do grupo baseado no Estado na Califórnia, Katie Harbath, afirmou: "Continuamos determinados em combater as influências negativas e garantir que a nossa plataforma contribua, de maneira indiscutível, para o bem da democracia".

A Facebook acaba de anunciar duas alterações importantes, que vão modificar a presença de informação no “fio noticioso”, que funciona como página de acolhimento pessoalizado de cada utilizador, com o objectivo alegado de melhorar a qualidade dos conteúdos.

Estas alterações vão privilegiar as mensagens publicadas pelos próximos, em detrimento das páginas institucionais de marcas ou meios de comunicação, e hierarquizar as fontes de informação consideradas como fiáveis pelos próprios utilizadores, avança NM.

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