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Ulisses Correia e Silva: “O nosso compromisso é ter um Governo para cada ilha” 19 Julho 2015

“O compromisso do MPD é ter um Governo Regional para cada ilha, que define sua própria estratégia, as metas, os objectivos económicos e sociais a alcançar, para despoletar o processo de desenvolvimento e responsabilizar politicamente perante os resultados. Se ganharmos as eleições 2016, levaremos esta Proposta-de-Lei ao Parlamento, para transformar nossa visão numa realidade, prometeu Ulisses Correia e Silva este Sábado,18, na ilha de Santo Antão.

Ulisses Correia e Silva: “O nosso compromisso é ter um Governo para cada ilha”

O presidente do MPD, que discorria na conferência “Compromisso com Santo Antão”, realizada sob o lema “Ganhar os desafios da próxima década” no Centro Agrícola de Afonso Martinho no Vale da Ribeira Grande, disse que o compromisso dos ventoinhas é ter um Governo para cada ilha de Cabo Verde.

Segundo Ulisses Correia e Silva esse desejo “não significa querer mais carros ou mais ‘Djob for the boys para os políticos”. Mas sim fazer com que cada ilha comanda os seus próprios destinos. “Queremos uma regionalização no porque Cabo Verde é formado por ilhas, cada uma com a sua realidade própria. Por isso o seu desenvolvimento terá de acontecer em cada uma delas, integrada no todo nacional”.

Hoje se perguntarem a alguém, alega o presidente do MPD, quais são as expectativas de Santo Antão, ninguém sabe responder. “Não sabem dizer se há algum compromisso com o seu crescimento económico, com a sua taxa de desemprego, com a redução do índice de pobreza, com a melhoria dos indicadores de saúde. Ou se há algum compromisso em criar ambiente empresarial favorável para seu desenvolvimento económico, ninguém sabe responder”, exemplifica.

“Com cada ilha um Governo Regional, vamos criar a inter-sectorialidade, que permita com que a responsabilidade seja devidamente identificada. Não é só uma questão de responsabilização mas também de motivação, porque vai criar condições para trazer mais técnicos da ilha para Santo Antão. Eles vão induzir directamente o desenvolvimento e criar condições de serviços de proximidades mais eficientes”, assevera Ulisses.

O presidente das ventoinhas aproveitou para desdramatizar a preocupação do aumento de despesas com Governos Regionais. “Falam- se muito em aumento de custos. mas pelo contrário, a regionalização vai aumentar proveitos, investimento e melhores condições para criar riquezas e desenvolvimento. Para além de olhar para Santo Antão baseado na sua realidade e suas potencialidades, no contexto de desenvolvimento nacional”, esclarece.

Ulisses Correia e Silva deu como exemplo, o desenquadramento dos Serviços Desconcentrados dos Estados. “Não têm responsabilidade perante as populações e não respondem perante elas. Esses serviços têm uma visão desintegrada e dispersas da realidade da ilha. Eles serão excluídos do nosso Compromisso de Regionalização, por que estão “politizados” no processo de desenvolvimento de Cabo Verde”, concluiu.

MN

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