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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Surge primeiro sindicado do sector formal 25 Outubro 2017

O primeiro sindicato representativo do sector formal cabo-verdiano foi, hoje (24), proclamado, na cidade da Praia. Trata-se do Sindicato de Serviços, Trabalhadores Domésticos e Informal (SSTDI), que decidiu filiar-se na UNTC-CS, a maior central sindical nacional.

Surge primeiro sindicado do sector formal

Raisa Garcia, técnica informática, foi eleita presidente da organização com 93 por cento dos votantes, na assembleia constitutiva do SSTDI, que decorreu no Hotel Vista, em Achada de Santo António, Praia.

Conforme fontes de UNTC-CS, trata-se de uma organização de carácter nacional, que, no acto da sua proclamação, contou com a participação de mais de 50 trabalhadores de Santiago – Praia, Assomada e Santa Cruz. Na fase seguinte, absorverá representantes das demais ilhas de Cabo Verde. Além de nacionais, integra imigrantes de diversos países da costa ocidental africana.

«O novo sindicato tem por objectivo organizar o sector informar, transformando-o num sector formal da economia, em defesa dos interesses dos trabalhadores da área», avança o interlocutor deste jornal.

Formação de membros e vantagem

O acto da proclamação do Sindicato de Serviços, Trabalhadores Domésticos e Informal antecedeu a um seminário sobre “Transição da Economia Informal para o Formal”, que foi promovido pela Comissão de Mulheres da UNTC-CS, em parceria com a Pro-Empresa e INPS.

“Nós queremos com este seminário dar às pessoas que trabalham no sector informal ferramentas e esclarecimentos que os ajudem no trabalho que desempenham, assim como a melhorarem a organização da sua actividade», disse, na sessão de abertura, a Secretária-geral da UNTC-CS.

Joaquina Almeida exortou ainda os trabalhadores do sector informal a formalizarem o seu trabalho para que possam usufruir de direitos e segurança para enfrentar os momentos difíceis, tendo reclamado também por políticas coerentes visando uma melhor organização do sector.

A pensar nisso, Almeida defendeu uma “atenção especial” para os trabalhadores do sector informal, uma vez que “se caracterizam pelas piores formas de exploração e abuso laboral, exclusão e vulnerabilidade”, assim como dificuldade de aceder ao capital e ao crédito.

No encontro em que se abordaram temas ligados à importância de se estar inscrito no Instituto Nacional de Providencia Social (INPS), no ‪Regime Especial para as Micro e Pequenas Empresas (REMPE) e em como fazer a transição do sector informal para formal, os oradores mostraram as vantagens que a formalidade pode trazer para o negócio e para a família do empreendedor.

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