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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Saúde 06 Agosto 2009

O sistema de Saúde em Cabo Verde conheceu nas duas últimas décadas grandes progressos, graças não só aos investimentos do governo, mas também como resultado das relações de cooperação com vários países e instituições. O Relatório Estatístico Anual do Ministério da Saúde indica, por exemplo, que o índice de fecundidade (filhos/mulher) é de 2,89, sendo que a taxa de natalidade (por mil) era de 25,1 em 2007, contra os 28,2 que se registavam em 2001. Já a taxa de mortalidade infantil (por mil), também continua a decrescer, 5,3 em 2007 menos que em 2000 quando de mil nascidos morriam uma média de 5,4 crianças.

Saúde

As principais causas de mortalidade, em 2007, (taxas por 100.000) foram as doenças cardiovasculares, os tumores e afecções respiratórias. Isto demonstra uma mudança para doenças derivadas de uma vida mais sedentária. O VIH continua presente, embora a taxa de prevalência seja reduzida. Segundo dados do Serviço de Vigilância Epidemiológica, só foram notificados 319 casos de Sida em Cabo Verde, sendo 195 mulheres e 123 homens, de diferentes faixas etárias.

A saúde da população cabo-verdiana é garantida por mais de duas centenas e meia de médicos, dos quais 128 distribuídos pelos hospitais centrais de São Vicente (47) e da Praia (81) e ainda por outros tantos colocados nas delegacias, centros de saúde, hospitais da Ribeira Grande, São Filipe e Santa Catarina.

Educação

O sistema educativo comporta os subsistemas de educação pré-escolar e de educação escolar que abrange os ensinos básicos, secundário, médio, superior e modalidades especiais do ensino e de educação extra-escolar (educação de adultos). Dados do Ministério da Educação, de 30 de Julho de 2008, indicam que no ano lectivo 2006/7 estavam inscritas no Pré-Escolar 21.576 crianças, das quais 10.742 do sexo feminino e 10.834 do masculino.

No EBI, que é de carácter obrigatório, o total de matriculados no ano lectivo 2006/2007 atingiu os 78.523. Importa referir aqui que, na última década, houve uma redução substancial do número de alunos que frequentam o EBI.

A situação inverteu-se no Ensino Secundário, que no ano lectivo 2006/07 registava 53.465 alunos inscritos. Em 2007 foi preciso recrutar um total de 2.530 professores. O ensino médio (Institutos Pedagógicos) registava 574 formandos, dos quais 176 eram homens e 398 mulheres. Já no Ensino Superior (no país), estavam inscritos 5.289 indivíduos, dos quais 2.890 eram mulheres.

A taxa de escolarização líquida era de 93,8% para mulheres e 94,9% para homens, no EBI, enquanto no ES a taxa global era de 59,9%.

Emprego/Desemprego

Em 2008, a população activa era de 198.855, ou seja, mais 76.791 activos do que 18 anos antes. Dos activos, 163.379 são ocupados e 35.476 desempregados, o correspondente a uma Taxa de Desemprego de 17,8% para pessoas com mais de 15 anos. São Vicente é a ilha com maior incidência do desemprego: 27,6 de cada 100 activos estão no desemprego. Segue-se o município da Praia com uma Taxa de Desemprego de 21,8, ou seja, também superior à média nacional. O interior de Santiago apresenta a menor Taxa de Desemprego do país (10,2). Traduzidos em números, Santo Antão tinha, em 2008, segundo dados do INE, 13.760 empregados, contra 3.519 desempregados e 14.762 inactivos.

Em São Vicente estavam 25.509 empregadas, 9.727 desempregadas e os inactivos chegavam a 18.214. Sal tinha 8.246 empregados, 1.430 desempregados e 3.235 inactivos. O interior de Santiago tinha 61.598 empregados, 7.034 empregados e 27.578 inactivos. Praia surge logo de seguida com 41.294 empregados, 11.498 desempregados e 28.268 inactivos. O Fogo tinha 12.972 empregados, 2.268 desempregados e 7.860 inactivos.

Em termos comparativos, em 2006, o número de empregados em Santo Antão evoluiu de 12.065 para 13.760 em 2008. Em São Vicente, havia 24.696 empregados no ano de 2006, um número que aumento em quase mil empregos em 2007, 25.509. A situação do emprego registou uma ligeira quebra nesse período nas ilhas do Sal (de 8.699 para 8.246), Fogo (de 13.409 para 12.972) e no município da Praia (de 42.781 para 41.294). No interior de Santiago, a população empregada era de 48.030 em 2006 e de 61.598 em 2008.

Quanto ao desemprego, Santo Antão regista uma pequena diminuição da população desempregada entre 2006 e 2008 (de 4.487 para 3.519), enquanto que São Vicente aumenta de 8.179 para 9.727 o seu número de desempregados. No Sal, existiam 860 desempregados, mas agora são 1.430. Praia também tem mais desempregados agora que no ano passado: passou de 7.862 para 11.498. Fogo também aumentou o número dos sem-emprego: de 1.822 para 2.268. No interior de Santiago, a situação inverteu-se, ou seja, o número de desempregados caiu de 10.364 em 2006 para 7.034 em 2008.

Comércio externo

Os dados do comércio externo, apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que em 2008, o montante total das importações foi de 3,4%, o das reexportações 42,1 e o das exportações de bens foi de 71,9%. O défice da balança comercial sofreu um agravamento de 1,6% enquanto que a Taxa de Cobertura que em 2007 foi de 2,6%, melhorou em 2008, passando para 4,3%. Pescado, vestuário e calçado continuam a ser os principais produtos de exportação. O montante das exportações de pescado, triplicou em 2008. Os vestuários e calçados tiveram evoluções negativas em 2008 baixando em 8,0% e 12,4% respectivamente, comparado com 2007.

Relativamente às exportações por Zonas Económicas e principais países, a Europa continua a ser o maior parceiro de Cabo Verde, tendo mesmo reforçado a sua posição em termos de importância relativa (79,2% em 2007, contra 88,5% em 2008). As exportações para essa zona económica cresceram 92,1% no período em apreço. Portugal foi o principal País Europeu de destino das exportações cabo-verdianas, com 48,9% do total dessa Zona, e o maior cliente de Cabo Verde com 43,3% do total das exportações em 2008.

As exportações para a América e Ásia caíram em 2008, com reflexos na estrutura da repartição espacial desses mesmas exportações. Ou seja, se em 2007 representavam respectivamente 5,3% e 7,7% no total das exportações, em 2008 ficaram-se pelos 0,3%, isto é, uma queda de 89,0% e 92,1%. A África melhorou a sua posição passando a representar 8,7% na estrutura das exportações, em 2008, contra os 7,9% de 2007, o que correspondeu a uma evolução positiva do montante das exportações para essa zona económica, na ordem dos 89,8%.

As importações da Europa cresceram 4,7% em 2008. Portugal, Países-Baixos, Espanha, Brasil, Japão, Alemanha e França foram os principais parceiros comerciais de Cabo Verde em 2008, no concernente às importações, sendo responsáveis por 80,8% do montante total das importações do país nesse ano, contra os 77,6% do ano transacto. Espanha, 54,2% e Países-Baixos, 31,4%, lideram a tabela. Alemanha, 23,7% e Portugal, 17,9% vêm logo depois. Mas as nossas importações evoluíram negativamente em relação à França, -78,7% e Japão, 2,6%.

A África, dentre as zona económica de proveniência continua a registar uma reduzida proporção das importações deste arquipélago – são apenas 2,7% em 2008. As importações da América também baixaram em 2008, quando se registou um decréscimo de 2,0%. A sua contribuição para a variação global foi negativa – 5,3%. O Brasil foi o país americano que mais exportou para Cabo Verde, com 68,1%. A Ásia, com 7,1% do total das importações, teve o seu peso diminuído de 0,7 p.p. em relação a 2007. O Japão e a China continuam a ser, no grupo dos países asiáticos, os que mais exportaram para Cabo Verde.

Turismo

Em 2008 Cabo Verde recebeu 333.354 turistas, sobretudo portugueses (17,4%), que procuram o arquipélago no Verão, Fim-de-Ano e Páscoa. Seguem-se os britânicos a representar 15,5% dos turistas que arribam a estas ilhas, enquanto os italianos (14,7%) visitam o arquipélago ao longo de todo o ano. Alemães (9,8%) e franceses (6,3%) escolhem Cabo Verde como destino de férias em especial no Outono/Inverno. Os espanhóis ainda não passam de 3% dos turistas, mas com tendência para crescer significativamente. Holandeses e belgas (2,6%), americanos (1,2%), suíços (0,8%) estão no fundo da tabela. Os turistas de outras nacionalidades, menos significativos no fluxo turístico cabo-verdiano estão agrupados na rubrica, outros, com 14,4%. Os turistas internos, cabo-verdianos e estrangeiros residentes, representam 14,5%.

A estadia média foi de 5.2 dias, sendo que os britânicos permanecem no país 7.9 dias, os alemães 7 dias, os italianos 6.7 dias, os belgas e holandeses 5.7, os austríacos 5.2, suíços 4.6, portugueses 4.4, espanhóis 3.8 e franceses 3.1 dias. A Taxa Média de Ocupação Total dos hotéis rondou os 48%. A Ilha do Sal foi responsável por cerca de 57% das entradas em Cabo Verde. Santiago aparece em segundo lugar, tendo recebido em 2008 20.1% dos turistas que procuraram as nossas ilhas. Boavista 9.9%, São Vicente 7.6%, Santo Antão 2.4%, Fogo 2.1%, Maio 0.8%, São Nicolau 0.6% e Brava 0.5%) são as outras ilhas que marcam já de forma crescente o roteiro turístico nacional.

Foram registadas, ao todo, 1.827.196 dormidas no país, das quais 1.347.076 no Sal, 238.720 na Boa Vista, 137.063 em Santiago, 66.029 em São Vicente e 18.529 em Santo Antão. E ainda, 12.231 no Fogo, 4.671 em São Nicolau, 2.311 no Maio e 566 na Brava. Desse total, 423.350 foram de Britânicos, 339.693 italianos, 271.595 portugueses, 236.739 alemães, 68.612 franceses, 51.305 belgo-holandeses, 39.733 espanhóis, 13.107 suíços, 12.521 norte-americanos, 4.841 austríacos e 543 sul-africanos. E ainda 249.836 dormidas de originários de outros países não-especificados no levantamento do INE.

Relativamente aos turistas nacionais, em 2008, o levantamento regista 105.867 dormidas de cabo-verdianos e 9.454 de estrangeiros residentes em Cabo Verde.

Alojamento

A oferta de hotéis, aparthotéis, pensões e residenciais é variada, tendo registado entre 2004 e 2007 um aumento exponencial. Existiam em 2004 apenas 108 estabelecimentos – entre hotéis, pensões, pousadas, aparthotéis, aldeamentos e residenciais. Em 2007 Cabo Verde possuía 150 infra-estruturas hoteleiras – que oferecem um total de 5.368 quartos e 9.767 camas.

A capacidade de alojamento é de 11.544, sendo que a maior parte se encontra na ilha do Sal (6.550), seguindo-se a Boa Vista (1.547), Santiago (1.350), São Vicente (963), Santo Antão (543) e Fogo (264). Menos oferta apresentam as ilhas do Maio (150), São Nicolau (109) e Brava (68). Quanto ao emprego gerado neste sector, o pessoal que presta serviço, nacional ou estrangeiro, chega a 3.450.

Os preços variam conforme o bolso dos clientes. Por exemplo, uma suite no Sal custa 12.802 escudos na época baixa, e 15.804 na época alta. Em São Vicente os preços variam entre os 7.961 (suite) e 3.312 (quarto individual) na época baixa, e 8.904 (suite) a 3.539 (quarto individual) na época alta. Na Boa Vista, uma das ilhas mais procuradas por turistas, adiária num bangalô é de 28.200 escudoss na época baixa e 33.000 na época alta.

A capacidade dos restaurantes, em 2007, era de 10.862 lugares, dos quais 7.623 nos hotéis, 2.013 nas pensões, 798 nos aldeamentos turísticos, 262 nas pousadas e 166 nos hotéis-apartamentos.

Fotos: Eneias Rodrigues

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