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Política, verdade e transparência 08 Novembro 2017

Na política, a corrupção prolifera quando as ações dos homens não são guiadas pela verdade e transparência. Aquele que exerce a atividade política, mas tem medo da verdade e da transparência, ou esconde suas verdadeiras ações e intenções, jamais deveria almejar tal atividade. O maior perigo para um povo está exatamente nos indivíduos cuja intenção é exercer a atividade política baseada na mentira e na aparência.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

Política, verdade e transparência

Uma política forte e robusta se constrói com verdade e transparência, jamais com mentira e aparência. Verdade e transparência, não apenas fortalecem a atividade política em si mesma e a conduz rumo ao seu real objetivo que está diretamente ligado aos interesses do bem comum, mas também geram confiança dos cidadãos em relação aos seus governantes. Por outro lado, a mentira e a aparência alimentam e nutrem aqueles que usam a atividade política como “instrumento” ou meio para atender seus desejos e interesses particulares. A grande ameaça à política está precisamente em todos aqueles que enxergam nessa atividade apenas oportunidades para resolver problemas particulares.

Na política, a corrupção prolifera quando as ações dos homens não são guiadas pela verdade e transparência. Aquele que exerce a atividade política, mas tem medo da verdade e da transparência, ou esconde suas verdadeiras ações e intenções, jamais deveria almejar tal atividade. O maior perigo para um povo está exatamente nos indivíduos cuja intenção é exercer a atividade política baseada na mentira e na aparência. A verdade e a transparência dão vida e estabilidade à política, a mentira e a aparência trazem até ela instabilidade, incerteza e desconfiança, além de abastecer as vontades e os interesses particulares.

Todos os caminhos que conduzem um indivíduo até a política, bem como todos os seus atos praticados no exercício dessa atividade, jamais deverão ser pautados em outra coisa senão na verdade e na transparência. Não se pode admitir e nem permitir que a política seja corrompida pelos interesses particulares, ou que essa atividade seja exercida sob máscaras que, muitas vezes, se apresentam na forma de “belos discursos”. No exercício da atividade política, ações e atitudes cuja intenção é “maquiar” a realidade ou esconder a verdade, não devem ser simplesmente rejeitadas, mas também condenadas em sua totalidade, pois elas ameaçam a política e a sociedade.

*Filósofo, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Editor da GRIOT: Revista de Filosofia.

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