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POLÍTICA OU VERGONHA? 13 Outubro 2017

A política precisa urgentemente retornar ao “eixo” para que ela possa desempenhar a sua verdadeira função em defesa e bem-estar do bem comum. A política não é uma “coisa” que pertence a uma determinada pessoa ou a um grupo de pessoas, não é a “fonte” de onde emanam benefícios para alguns e nem é um “instrumento” ou um “meio” de resolver problemas particulares ou proporcionar vantagens para este ou aquele indivíduo, quem pensa dessa forma deve ficar longe da política. Política não é status, ela é trabalho e verdade, quem não quer trabalhar e dizer sempre a verdade não deve aproximar-se dela.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

POLÍTICA OU VERGONHA?

Está cada vez mais difícil de se ter orgulho da “política” ou de ver nela esperança de dias melhores para todos. Cada dia que passa, a tendência é acreditar que a “prática política” tende a consolidar-se como um “grande espaço” de manobras e estratégias em defesa de interesses e vontades particulares, jamais uma atividade comprometida totalmente com “o governar” em prol do bem comum. Belos discursos, desfiles de vaidades e grandes promessas alimentam um “estilo” político onde a verdade e a realidade quase sempre são camufladas ou simplesmente distorcidas em beneficio dos seus “atores” principais.

A política precisa urgentemente retornar ao “eixo” para que ela possa desempenhar a sua verdadeira função em defesa e bem-estar do bem comum. A política não é uma “coisa” que pertence a uma determinada pessoa ou a um grupo de pessoas, não é a “fonte” de onde emanam benefícios para alguns e nem é um “instrumento” ou um “meio” de resolver problemas particulares ou proporcionar vantagens para este ou aquele indivíduo, quem pensa dessa forma deve ficar longe da política. Política não é status, ela é trabalho e verdade, quem não quer trabalhar e dizer sempre a verdade não deve aproximar-se dela.

Exercer a atividade política é comprometer-se de inicio ao fim com o trabalho e a verdade. Aquele que se aproxima da política para resolver questões particulares ou camuflar a realidade dos fatos, não está apto a exercer essa atividade, pois esse tipo de postura é o contrário radical da função política. Política não é algo que se ganha ou que se compra, ela um “espaço” onde alguns indivíduos têm a oportunidade de serem indicados pelos seus pares, no intuito de trabalharem para todos de forma igual e transparente. É preciso praticar a política como ela é, ninguém deve usar a “coisa pública” para fazer promoção pessoal.


*Filósofo, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Editor da GRIOT: Revista de Filosofia.

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