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PJ desmantela rede que criava perfis falsos nas redes sociais e chantageavam mulheres após envio de fotografias de partes íntimas 17 Mar�o 2017

A Polícia Judiciária desmantelou uma rede, composta por dois homens de 24 e 27 anos, residentes na cidade da Praia, que criavam perfis falsos no Facebook e Messenger para atrair mulheres que caíam nas garras dos criminosos, após aceitarem um pedido de amizade e enviarem fotografias de suas partes íntimas. As vítimas eram chantageadas pelos próprios elementos da rede que as ameaçavam de publicar as imagens na internet caso não aceitassem ser filmadas a manter relações sexuais com terceiros. Apresentados ao Tribunal, os dois chantagistas, que são agora indiciados de crimes de ameaça de morte,chantagem, agressão sexual com penetração e associação criminosa, todos de forma consumada, ficaram em prisão preventiva.

PJ desmantela rede que  criava perfis falsos nas redes sociais e chantageavam mulheres após envio de fotografias de partes íntimas

A detenção dos dois integrantes da rede aconteceu a passado dia 11 de Janeiro, após a Procuradoria da Comarca da Praia ter emitido um mandado judicial contra os visados. Conforme uma nota da Polícia Judiciária, os arguidos para atraírem as suas vitimas, socorreram-se de perfis falsos no Facebook, nomeadamente “ Nuno de Pina”, “ Sinna Gonçalves”, “Nuno Gonçalves”, “ Speed Gonçalves”, “Gonçalves Mohamed”, “Mauricio Marcovich” e mais recente “ El hombre Marcovinch”.

Uma vez aceite o pedido de amizade, informa a PJ, iniciavam as conversações via chat do Messenger, em que os arguidos, na maioria dos casos , identificavam-se como sendo árabes e portugueses residentes em Londres, sócio ou dono de empresas estrangeiras, com negócios em Cabo Verde, mas também com ligações com o mundo do crime.

“ Durante as conversações pediam às vítimas que os enviassem fotografias de todo o corpo bem como das suas partes íntimas , e, uma vez recebidas, essas fotos, sob ameaça de morte, quer das vítimas quer dos seus familiares e ou chantagem de publicação nas redes social Facebook, obrigavam-nas, além de manterem relações sexuais com terceiros ( que eram os próprios arguidos sob a capa do perfil falso”, a filmar e a fotografar o cato como prova de efectivação da obrigação”, explicita a nota a polícia cientifica para quem, de entre as 13 vítimas até agora identificadas, está uma menor de 14 anos que, em consequência da relação sexual desprotegida, acabou por engravidar.

Apelo e 5 detidos de abuso sexual

Diante da gravidade do caso, como forma de prevenir e alertar a sociedade cabo-verdiana para os perigos das redes sociais que as crianças e adolescentes estão sujeitos, a PJ entende que "esta ocorrência deve ser alvo de publicação na comunicação social para minimizar o sentimento de temor e dar algum sentimento de segurança àquelas vítimas que ainda não se identificaram”, remata a polícia cientifica.

Entretanto, a PJ informa que, no dia 11, também foram apresentados ao Tribunal cinco pessoas – quatro homens e uma mulher – por estarem acusados de abuso sexual com penetração e lenocínio , de uma adolescente de 14 anos , que está gravida. O grupo saiu em liberdade, com Termo de Identidade e Residência.

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