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PAICV desmente Primeiro-ministro: Rui Semedo informa que a oposição não recebeu ainda qualquer texto que explicite as soluções que o MpD tem para a Regionalização 08 Setembro 2017

«O PAICV esclarece, por esta via, que, até este momento, não recebeu da parte do Primeiro- Ministro, do Governo ou da atual maioria qualquer texto que explicite as soluções que o Movimento para Democracia tem para a regionalização». Foi desta forma que o vice-presidente do PAICV, Rui Semedo, desmente, hoje (07), em conferência de imprensa realizada na Praia, à afirmação do Primeiro-Ministro, feito recentemente em São Vicente, de que “se fosse pela sua vontade a regionalização já era realidade em Cabo Verde”.

PAICV desmente Primeiro-ministro: Rui Semedo informa que a oposição não recebeu ainda qualquer texto que explicite as soluções que o MpD tem para a Regionalização

Em tom crítico, Rui Semedo fez questão de realçar que o Governo de Ulisses Correia e Silva não apresentou ainda nenhuma iniciativa legislativa relativa à regionalização na Assembleia Nacional. «O PAICV também esclarece, por esta via, que no Parlamento, até hoje, não se deu entrada de qualquer iniciativa legislativa sobre esta importante matéria. Até hoje, o que tem havido são compromissos de entregar uma proposta, compromissos de se discutir e de se negociar com a Oposição, e, à semelhança dos compromissos de campanha, nada mais do que isso, apenas conversa».

Atendendo o quadro descrito, Semedo disse que o PAICV exorta o Primeiro-Ministro a assumir as suas responsabilidades, a falar verdade e a pedir desculpas aos cabo-verdianos, pelo atraso na materialização desta e outras soluções. « O PAICV continua disponível para discutir e participar nas soluções que melhor sirvam os interesses do País. Mas recusa, terminantemente, ser cúmplice ou boia de salvação do descaso do Senhor Primeiro-Ministro, que tem dado alguns sinais de não estar preparado para nadar neste mar turbulento da Governação de um País como Cabo Verde».

Referindo-se às afirmações do PM, Semedo salienta que, todas as vezes que Ulisses Correia e Silva vai à ilha de São Vicente e é confrontado com situações que indiciam a sua desconversa em relação a um conjunto de promessas ou compromissos, fica desorientado e, ou perde a fala, ou começa a perder o nexo das coisas. «Todos estão lembrados que, aquando da primeira manifestação em São Vicente, na sequência do lançamento da primeira pedra do Campus Universitário, ele reagiu dizendo que a manifestação não era contra ele, mas sim contra o Governo anterior, que já não exercia poder há mais de um ano. Agora, novamente confrontado com as suas promessas, “xuta a bola para longe”, sacode o seu capote e atira mais esta infeliz ideia de que se dependesse dele a regionalização já estava feita!».

O deputado do maior partido da oposição contextualiza que essas afirmações do Primeiro-ministro revela ser a personalidade de um homem que não quer assumir as suas responsabilidades perante o povo. « Estas duas afirmações, todas elas surgidas na sequência de uma manifestação de insatisfação pelo curso das coisas, nos revela a personalidade de um homem que: Primeiro, não quer assumir as suas responsabilidades; Segundo, quer governar à custa de responsabilização do outro;Terceiro, lida mal com situação de pressão, e, quarto, não sabe ser frontal e dá indícios de lidar mal com a verdade».

Rui Semedo fez questão de lembrar que estas afirmações de Ulisses Correia e Silva surgem na sequência de um conjunto de episódios em que a Oposição é responsabilizada directamente pela situação complicada por que passa a governação actual de Cabo Verde.

«Na altura da apresentação das promessas, tudo era fácil e transmitia-se a ideia de estarmos perante um homem convicto, que sabia o que queria e era peremptório nas suas afirmações. Todos, seguramente, devem ter gravado na sua memória a afirmação de que se ganhasse as eleições avançaria imediatamente com a regionalização e, na altura, sequer os outros eram tidos e, muito menos, achados. Agora, com a mão na massa e com a responsabilidade de apresentar soluções concretas, já a responsabilidade é dos outros, esquecendo-se por completo que as pessoas são também inteligentes e sabem que, até ao presente momento, não foi apresentada nenhuma proposta estruturada do desenho institucional do modelo de regionalização que se pretende para o país», desmonta o vice-presidente do PAICV.

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