POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

PAICV Santa Catarina: Câmara devia estar a reivindicar a centralidade que resolveria todos os problemas da população de Chã das Caldeiras 10 Setembro 2017

A Câmara de Santa Catarina devia reivindicar a centralidade projectada para Achada Furna e que resolveria todos os problemas de Chã das Caldeiras e não em desculpas, discursos e teatro nas redes sociais, considera o sector do PAICV.

PAICV Santa Catarina:  Câmara devia estar a reivindicar a centralidade que resolveria todos os problemas da população de Chã das Caldeiras

Em conferência de imprensa realizada hoje (09), na vila de Achada Furna, para fazer o retrato do primeiro ano da governação da equipa do MpD, o primeiro secretário do sector de Santa Catarina do Fogo, João Francisco Monteiro, além de classificar a gestão de “desastrosa e danosa”, em relação a Chã das Caldeiras, indica que a nova centralidade teria todas as condições de educação, saúde, terceira idade, igrejas, desportos e resolveria todos os problemas que afecta a população.

“Chã das Caladeiras e suas preocupações, que durante a campanha eleitoral, era prioridade, passou para último plano e hoje nem sequer dão ouvido a essa gente”, disse João Francisco Monteiro, indicando que havia promessa de apoio financeiro, mas que quer esta questão como a de assentamento, ausência de autoridades relativamente ao projecto que foi elaborado sobre as construções em Chã, foram esquecidos.

O PAICV solidariza com a população de Chã das Caldeiras, que exige salas de aulas para o EBI para este ano lectivo, porque entende que a escola deve ficar mais perto da população.

“As regras da construção em Chã das Caldeiras aprovadas recentemente não estão a ser respeitadas por falta de autoridade, também pode-se construir uma escola para acolher as crianças de Chã, porque é muito duro fazer deslocar as crianças para Cabeça Fundão e Achada Furna, que além de estar longe da família, a distância dificulta até no aproveitamento”, disse o primeiro secretário.

Segundo o mesmo, enquanto a população de Santa Catarina clama por um dia de trabalho e jovens por empregado, a edilidade colocou jovens da equipa da campanha no trabalho desempenhando funções que se desconhecem, desrespeitando todas as nomas de concurso.

“No município mais pobre do país, a câmara profissionalizou todos os seus vereadores com salários correspondente a 85 por cento (%) do de presidente e com todas as regalias, enquanto há jovens quadros desempregados e centenas de famílias que necessitam de pão de cada dia”, disse o primeiro secretário do sector do PAICV de Santa Catarina, para quem os montantes podiam ser aproveitados para melhorar o tecto das famílias que passam por dificuldades nesta época da chuva.

Ao fazer o retrato, o PAICV considerou que os responsáveis da câmara “passam a vida a viajar em comes e bebes, esquecendo dos compromissos com o município”, adiantando que as viaturas da edilidade foram transformadas em táxis e são usadas para tudo e todos e até para levar dirigentes e colegas de campanhas às festanças.

No dizer do primeiro secretário do sector do PAICV de Santa Catarina, a autarquia desrespeita os eleitos municipais ao ponto de não cumprir o regulamento aprovado na Assembleia Municipal, e nem convida os eleitos para encontros realizados no município ou para actos públicos.

Governação de discursos e agricultores abandonados

“A governação do MpD é uma governação de desculpa e de discursos, os santa-catarinenses consideram que a edilidade anda a fazer teatro e com publicações na rede social em vez de estar a trabalhar para resolver os problemas”, disse João Francisco, para quem a maioria dos projectos em curso foram deixados pela equipa anterior e com financiamento em cofre.

No dizer do mesmo, a equipa liderada por Alberto Nunes recebeu um município com grandes obras estruturantes, que outrora eram criticadas pelo actual presidente, tais como os Paços do Concelho, a residência oficial, ocupada pelo presidente, infra-estrutura desportiva quase no estado final e água e energia em todas as localidades, além de outras infraestruturas para o desenvolvimento do município.

Outra preocupação do PAICV em Santa Catarina, está relacionado com o sector da agricultura e, segundo o mesmo, os agricultores passam por uma situação crítica com as pragas a invadirem as suas plantações, perante a inoperância da Câmara e da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) para os ajudar a colmatar os problemas.

Francisco disse que o “mais importante” do que as constatações do PAICV e que são denunciadas é o facto de a população estar ciente dos “desmandos” na câmara e prometem na devida altura dar respostas a estas situações.

Além do retrato do primeiro ano da governação do MpD, o sector analisou questões internas que têm a ver com a preparação para o “rentrée político” para Outubro e a preparação das eleições para o sector e para a Comissão Política Regional. Fonte: Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau