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Obstetras fazem Interrupção Médica e todavia bebé nasce vivo ao 8º mês 10 Agosto 2017

O caso está a chocar a França. Um bebé nasceu vivo durante uma cirurgia que visava fazer a IMG - interrupção médica da gravidez, após os exames revelarem que o feto apresentava uma anomalia pela qual só 20% do cérebro funciona.

Obstetras fazem Interrupção Médica e todavia bebé nasce vivo ao 8º mês

Os pais estão a viver uma experiência para lá de traumática, desde a última semana de julho. A operação realizada por dois médicos obstetras visava pôr termo a uma gravidez que iria resultar num bebé deficiente, mas algo correu fora do previsto.

O casal decidira-se pela IMG, interrupção médica da gravidez, aconselhados pelo médicos que lhes garantiram – com base no exame IRM, imagem por ressonância magnética — que o bebé ia nascer com um grave défice neurológico.

“Explicaram-nos que 80% do cérebro do nosso filho não funcionava. Os médicos garantiram-nos que o bebé ia nascer com uma paralisia e que não ia poder nem beber nem comer”, segundo reporta o diário Voix do Nord.

A lei francesa prevê que em caso de malformação ou de graves problemas de saúde pode ser realizada a IMG até ao fim do último trimestre. É que a formação do cérebro continua até o 9º mês e há certas malformações que só são detetáveis na reta final.

A operação foi marcada para daí a dez dias. Entretanto a família preparou o funeral do que seria o seu nado-morto. O que se seguiu foi “inédito, nunca registado na ciência médica”, diz a direção do hospital, e “traumatizante”, dizem os pais.

“O bebé gritou, e quando o bebé grita, é porque está vivo”, disse o diretor do hospital, Yves Marlier, ao Figaro. “É tão raro acontecer e é extremamente grave”, considerou o médico acrescentando: “Ainda não conseguimos achar uma explicação para o que se passou“.

Fontes: Le Figaro, Voix du Nord.

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